Economia

Tecnologia afetará 16 milhões de empregos até 2030

Impacto vai do desemprego a ter de dividir funções com um robô. Os planos com e sem Lula na disputa. Advogados querem suspender posse de Cristiane Brasil. Febre amarela - Risco de contágio urbano é baixo. Preço da gasolina muda 133 vezes. Lucro etc.

<b>Reprodução</b> Robôs substituem mão-de-obra
Reprodução Robôs substituem mão-de-obra
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 21/01/2018

Aumento da desigualdade preocupa entidades

O debate sobre as transformações do mercado de trabalho terá destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial,que começa na terça (23) em Davos, na Suíça. Apenas no Brasil, de acordo com a consultoria empresarial americana McKinsey, a estimativa é que 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação de atividades até 2030. Isso significa que eles serão impactados em algum grau, do desemprego à divisão de suas funções com robô, o chamado “cobot”. O impacto deverá ser maior na área administrativa e na industrial, onde o número de robôs cresce 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Para a entidade, a reestruturação gera eficiência. Tende, no entanto, a ampliar a desigualdade. Isso ocorreria pela perda de vagas que exigem pouca qualificação e a criação limitada de postos complexos. No topo da pirâmide social, a preocupação será garantir os direitos trabalhistas diante da flexibilidade das relações. (Folha de S. Paulo)

Ex-presidente está envolvido em nove processos em Curitiba e Brasília

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está envolvido em nove processos na Justiça. Ele foi condenado no caso do tríplex do Guarujá a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e responde como réu a mais cinco processos (dois em Curitiba e três em Brasília). O petista e pré-candidato à Presidência em 2018 também foi alvo de três denúncias que ainda não foram avaliadas pela Justiça.

O futuro da candidatura do ex-presidente depende do andamento das ações na Justiça. No caso mais avançado, o do tríplex, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) vão julgar em 2018 o recurso de Lula contra a sentença dada pelo juiz Sergio Moro em julho.
Segundo a Lei da Ficha Limpa, não podem concorrer às eleições candidatos que tenham sido condenados por um órgão colegiado da Justiça, como o TRF-4, até o dia de registro da candidatura. Nas eleições de 2016, esse limite foi 15 de agosto. O calendário do ano que vem ainda não foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), escreve O Globo (...).

Os planos com e sem Lula na disputa

Adversários fazem suas estratégias de olho no julgamento. Na próxima quarta-feira, quando o ex-presidente Lula será julgado pelo TRF-4, um grupo de espectadores estará especialmente interessado na sentença: os outros pré-candidatos à Presidência. As equipes de Alckmin, Bolsonaro, Ciro e Marina, os quatro pré-candidatos mais consolidados, já traçam suas estratégias para todos os cenários eleitorais. (O Globo)

Com ou sem Lula, esquerda terá de se repensar, diz Haddad

As forças políticas terão de se mexer e a esquerda, em especial, deverá se repensar. Para o coordenador do programa de governo do PT, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, este será o cenário pós-eleitoral no País, com ou sem Lula. Haddad considera que adversários têm chance real de vencer a disputa ao Planalto. Mas, segundo ele “a tentativa de ganhar por W.O. (possibilidade de Lula ficar inelegível) não é boa para a democracia”. (O Estado de S. Paulo)

Esquerda traça estratégia para 2018 que inclui trégua eleitoral

Partidos de esquerda buscarão estratégia conjunta de sobrevivência após o julgamento em segunda instância de Lula, na quarta (24). Com a perspectiva de que a condenação à prisão do ex-presidente se manterá, PT, PCdoB, PDT e PSB articulam uma trégua eleitoral, com o lançamento de programa para uma aliança na eleição presidencial. O PSOL tem acompanhado as discussões como observador. (Folha de S. Paulo)

Recurso

Se condenado, Lula não pode protelar recurso, escreve Merval Pereira. (O Globo)

Um vazio a ser preenchido

Brasileiros genuinamente preocupados com futuro do País não enxergam no atual quadro uma candidatura capaz de atender a seus anseios. (O Estado de S. Paulo)

Coalizões

Crime faz coalizões, e as forças do Estado se dividem, opina Míriam Leitão. (O Globo)

Na fogueira

Desvios de recursos e aparelhamento político da Caixa jogam os bancos públicos na fogueira da Lava Jato, afirma Eliane Cantanhêde. (O Estado de S. Paulo)

Temer deveria ir para fila e mostrar sua preocupação

Para mostrar que estava bem de saúde, Temer caminhou do Jaburu ao Alvorada. Bem que poderia mostrar que se preocupa com a saúde de quem lhe paga os salários indo para fila de vacina contra a febre amarela, escreve Elio Gaspari. (Folha de S. Paulo)

Advogados trabalhistas recorrem ao STF para suspender novamente posse de Cristiane Brasil

Neste sábado, AGU conseguiu liminar no STJ e cerimônia foi marcada para segunda-feira.
Um grupo de advogados trabalhistas entrou com um pedido de liminar na noite deste sábado no Supremo Tribunal Federal (STF) para voltar a suspender a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no Ministério do Trabalho. Eles fazem parte do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Mati) e ingressaram com ações na Justiça para impedir a posse de Cristiane.
A nomeação ficou suspensa por duas semanas, desde que a Justiça Federal em Niterói tomou a decisão. Apenas neste sábado, a Advocacia-Geral da União (AGU) reverteu o quadro e conseguiu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma liminar liberando a posse. Com isso, o governo marcou a cerimônia para segunda-feira, antes de o presidente Michel Temer viajar para a Suíça, escreve Juliana Castro (O Globo).

STJ autoriza posse de Cristiane Brasil como ministra

O vice-presidente do STJ, Humberto Martins, autorizou a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) a assumir o Ministério do Trabalho. A posse estava suspensa desde o dia 8, por decisão da Justiça Federal do Rio. O governo esperou Martins assumir o plantão da corte para recorrer. (Folha de S. Paulo)

Febre amarela - Risco de contágio urbano é baixo

A possibilidade de a doença voltar a ser transmitida por mosquitos que vivem nas cidades, como o Aedes, existe, mas é baixa. MG decreta emergência em 94 cidades. (O Estado de S. Paulo)

Produzir vacina da febre amarela é pouco atrativo

A vacina contra a febre amarela enfrenta obstáculos para chegar à população. Entre eles estão um complexo processo de produção, o número reduzido de fabricantes certificados (quatro em todo o mundo) e o baixo preço unitário (R$ 3,50), que os desencoraja. (Folha de S. Paulo)

País perde por dia 3 órgãos destinados a doação

Falta de exames e de cuidados trava sistema. Transporte melhora, mas desperdícios por outros motivos sobem quase 30%. Apesar da melhoria no sistema de transporte, o Brasil ainda perde por dia mais de três órgãos destinados a doação. Há um ano e meio, uma série de reportagens do GLOBO revelou que recusas da Força Aérea Brasileira (FAB) estavam impedindo o envio de órgãos para transplante. Depois disso, um decreto presidencial passou a obrigar a oferta de pelo menos uma aeronave da FAB para essa finalidade. A medida reduziu a perda de órgãos por falta de aviões, mas revelou novos gargalos, como a falta de exames e de cuidados com a condição dos doadores. Dados inéditos do Ministério da Saúde colhidos por Vinicius Sassine (O Globo) mostram que, de janeiro a outubro de 2017, 959 órgãos foram desperdiçados por vários motivos, como a indisponibilidade de equipe médica.

Preço da gasolina muda 133 vezes e alta é de 19,5%

Nova política de reajustes da Petrobrás começou em julho; em algumas cidades, preço do litro se aproxima de R$ 5.

Nos últimos seis meses, o preço médio da gasolina subiu 19,5% para o consumidor e já beira os R$ 4,20. Em algumas cidades, está perto dos R$ 5. O preço médio, sem descontar a inflação, é o maior registrado na série histórica da Agência Nacional do Petróleo (ANP), iniciada em 2001. A escalada do preço está relacionada à nova política de ajustes da Petrobrás, em vigor desde julho, quando a estatal anunciou que as variações ocorreriam com mais frequência. Nesse período, os preços foram reajustados 133 vezes. A mudança foi feita para acompanhar a volatilidade da taxa de câmbio e da cotação do petróleo, que ficou 28% mais caro no período. A gasolina mais cara do Brasil está na região Norte. Em Tefé (AM), o preço médio é de R$ 4,941 por litro. Em Alenquer (PA), R$ 4,838. No Estado de SP, a gasolina mais cara é em Dracena (R$ 4,196) e a mais barata, em São José dos Campos (R$ 3,863). (O Estado de S. Paulo)

Em crise, Embrapa passa por reestruturação

Maior instituição pública de pesquisa do País, a Embrapa enfrenta a pior crise de sua história, com cortes de orçamento e em pesquisa e divergências internas. A estatal deve gastar 85% dos recursos com salários, e vê o orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em 20%. Para mudar a situação, está prevista uma reestruturação completa, com o fechamento de unidades. (O Estado de S. Paulo)


Fragilizada

Embrapa escreveu uma história de orgulho, mas agora está fragilizada porque se nega a admitir que não é mais a mesma, opina Celso Ming. (O Estado de S. Paulo)

É preciso ouvir o alarme

Quanto mais improvável o apoio à reforma da Previdência, mais provável o corte na nota do País. (O Estado de S. Paulo)

Multinacionais elevam envio de lucro ao exterior

Pela primeira vez em quatro anos, multinacionais elevaram o envio de lucros do Brasil para matrizes no exterior. O fim da recessão explica parte do movimento, mas os juros mais baixos e o cenário político imprevisível no país também podem ter contribuído. (Folha de S. Paulo)

Marcas de fogo

Há poucos meses, Flávio José da Silva entrou pela primeira vez na boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde sua filha mais velha morreu em um incêndio há cinco anos. Ele é vice-presidente de associação de vítimas da tragédia que deixou 242 mortos e, assim como outros pais e sobreviventes, tenta fechar as cicatrizes do desastre sem que erros acabem impunes. Desde 2013, houve alguns avanços em normas de segurança — nacionais e no Rio Grande do Sul— contra incêndios. (Folha de S. Paulo)

Mal-educado

O Brasil continua mal-educado no sentido pleno, da escola aos políticos, escreve Washington Olivetto. (Folha de S. Paulo)

Chefes

Fórum reunirá em Davos mais de 70 chefes de Estado e governo. (Folha de S. Paulo)