Economia

Receita cobra R$ 14,4 bilhões de igrejas, times e entidades

União aperta a fiscalização sobre quem burla regras que dão imunidade. Exército teme que crime organizado contamine tropa. Impasse com duas estatais ameaça receitas de R$ 92 bilhões. Alckmin busca aliança por TV. Ciro Gomes age como maluco etc.

<b>Reprodução</b> Receita fiscaliza
Reprodução Receita fiscaliza
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 15/01/2018

O governo federal cobra R$ 14,4 bilhões devidos por igrejas, clubes esportivos e organizações assistenciais. A Receita apertou a fiscalização sobre entidades que burlaram as regras que lhes garantem imunidade do pagamento de tributos. “Só nos últimos cinco anos, autuamos 283 entidades assistenciais e temos um crédito de R$ 5,5 bilhões”, disse o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. O fisco já pediu investigação para avaliar que entidades perderão isenção tributária. Isso ocorre quando uma entidade não atua plenamente como empresa sem fim lucrativo. Até aqui, os maiores problemas encontrados são previdenciários. A imunidade é, em sua origem, meio que visa estimular o bem-estar social. Devem R$ 5 bilhões unidades beneficentes e 84 times de futebol — que foram beneficiados pelo Profut, o Refis do setor. Já igrejas têm R$ 1 bilhão em pendência. Os R$ 8,4 bilhões restantes são autuações em andamento, sob sigilo. (Folha de S. Paulo)

Exército teme que crime organizado contamine tropa

Comandante vê negligência dos Estados e critica uso frequente das Forças Armadas para segurança pública. O uso frequente das Forças Armadas em operações de segurança pública “preocupa muito” pela possibilidade de infiltração do crime organizado nas tropas, afirma o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Em entrevista a Tânia Monteiro (O Estado de S. Paulo), o general critica negligência de parte dos Estados e avalia que tropas federais não resolverão o problema. “Há preocupação de contaminação e por isso queremos evitar uso frequente”, avisa. “Recentemente, no Rio, verificamos desvios do nosso pessoal. Foram pontuais, restritos a um ou outro indivíduo de nível hierárquico baixo. Está infinitamente distante de representar problema sistêmico ou institucional. Mas estamos permanentemente atentos.” O comandante também se mostra incomodado com a possibilidade de “uso político” das Forças nas eleições e avalia que no dia 24, data de julgamento de recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Porto Alegre, a Brigada Militar gaúcha tem “plenas condições” de controlar a situação.

Maia acha ‘viável’ votar Previdência em fevereiro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ser “viável” aprovar a reforma da Previdência no próximo mês. “Cinco governadores já não pagaram 13.º e, se a situação continuar, vai aumentar isso”, afirmou. Ele voltou a negar que é candidato à Presidência. (O Estado de S. Paulo)

Suplente ganha R$ 67,5 mil em uma semana no Congresso

Ao assumirem uma vaga, suplentes de deputados e senadores ganham direito a duas “ajudas de custo” de R$ 33,7 mil, uma no início e outra no fim do mandato. As verbas são para compensar despesas com mudança do parlamentar e independem de quanto tempo ele trabalhou. Em 2016, o senador Wirlande da Luz (MDB-RR) assumiu como suplente de Romero Jucá (MDB-RR) e deixou o cargo menos de uma semana depois. Mesmo assim, recebeu R$ 67,5 mil. Câmara e Senado já gastaram mais de R$ 3 milhões com as trocas desde 2015. (O Estado de S. Paulo)

Câmara gasta até R$ 45,5 mil com passagem aérea

A Câmara desembolsou R$ 7,6 milhões com 1,4 mil viagens oficiais desde 2015. As passagens internacionais representam mais de 90% do total. Os bilhetes mais caros pagos nesta legislatura foram para missões oficiais de quatro dias no Casaquistão e na Geórgia, que custaram R$ 45,5 mil e R$ 45,3 mil, respectivamente, em classe executiva. (O Estado de S. Paulo)

Nas comissões especiais, custo de R$ 13,2 milhões

A um ano do fim da legislatura na Câmara, o número de comissões especiais é recorde, escreve a Coluna do Estadão. Desde 2015, quando parlamentares tomaram posse, foram 148. Cerca de 120 continuam abertas. Cada uma tem orçamento mensal de até R$ 10 mil. Gasto anual pode chegar a R$ 13,2 milhões. (O Estado de S. Paulo)

Alckmin busca aliança que lhe dê o maior tempo da TV

Para dar sinais de musculatura política, Geraldo Alckmin (PSDB) quer construir uma aliança que lhe dê o maior tempo da propaganda na TV entre os postulantes ao Planalto. O objetivo é ter 4minl0s em cada programa, ou um terço do total. O governador de SP pretende se tornar o principal nome do bloco de centro na eleição deste ano. (Folha de S. Paulo)

Ciro Gomes age como maluco, o que é uma pena

Apesar da concorrência de Jair Bolsonaro, Ciro Gomes fala muita besteira. À persona de maluco, ele soma um discurso econômico que não parece são, segundo Celso Rocha de Barros (Folha de S. Paulo). Lamento que sua candidatura não reflita melhor sua história, porque ela não é de doido, não.

O preço da estabilidade

Polarização política do País deriva de um processo de recrudescimento do discurso político que foi espertamente pensado e implementado durante os governos lulopetistas. (O Estado de S. Paulo)

Apuração difícil deixa fake news sem punições

As fake news, notícias falsas na internet, têm origem difícil de apurar. Recentemente, elas trouxeram uma rede de tráfico comandada por um deputado, cubanos “pegando em armas” no julgamento de Lula e estupro de políticos na Papuda. Nenhum dos casos acabou sendo punido pelas autoridades. (Folha de S. Paulo)

Impasse com duas estatais ameaça receitas de R$ 92 bilhões

Falta de acordo com Petrobras impede leilão de excedente do pré-sal. Orçamento já contava com R$ 12 bilhões da venda da Eletrobras, suspensa pela Justiça. Em 2018, o governo pode se ver sem dois eventos considerados cruciais pela equipe econômica para equilibrar as contas: os leilões de petróleo excedente do pré-sal e a privatização da Eletrobras. Esta última, avaliada em R$ 12 bilhões e suspensa pela Justiça, faz até parte do Orçamento de 2018. Os leilões de petróleo, que renderiam R$ 80,5 bilhões, não chegaram a entrar na projeção. Só poderão ocorrer após União e Petrobras fecharem um acordo sobre a revisão do contrato da cessão onerosa (de 2010, referente à exploração do pré-sal). E integrantes da equipe econômica temem não chegar a um consenso este ano. (O Globo)

Imóveis de baixa renda têm falhas

A faixa do Minha Casa Minha Vida destinada à população mais pobre ficou com apenas 0,5% dos recursos do programa em 2017. E as famílias que já receberam imóveis sofrem com falta de transporte, defeitos na obra e violência. (O Globo)

Efeito

O efeito do rebaixamento pela Standard & Poor’s foi maior na política do que no mercado, opina Cida Damasco. (O Estado de S. Paulo)

Indústria investe na era do 4.0

Funcionário da linha de produção da Fiat usa o exoesqueleto, que ajuda a reduzir o desgaste físico e a melhorar a produtividade: passada a fase mais crítica da crise econômica, empresas no Brasil começam a pôr em prática plano de se adaptar à chamada indústria 4.0, impulsionada por digitalização e robotização. (O Estado de S. Paulo)

O resgate do BNDES

Seu papel deve ir muito além do fornecimento de recursos a custos inferiores aos do mercado. (O Estado de S. Paulo)

Desempenho da Bolsa não é bolha, dizem analistas

Analistas de mercado descartam que a Bolsa de Valores, que vem registrando recordes sucessivos desde o ano passado, viva um momento de formação de bolha. É preciso, contudo, ter cautela na hora de investir em ações. (Folha de S. Paulo)

PM acusa Polícia Civil de ‘atacar’ UPP

PMs acusaram ocupantes de um helicóptero da Polícia Civil de fazer disparos que quase atingiram a UPP do Jacarezinho numa operação. O secretário de Segurança, Roberto Sá, determinou que a corregedoria unificada apure o caso. (O Globo)

Violência cresce em área turística do litoral do Rio

Destinos turísticos no litoral fluminense como Angra dos Reis, Búzios e Cabo Frio vêm registrando aumento nos casos de violência, com tiroteios e mortes. Em Angra, até novembro 26 pessoas haviam sido mortas em ações policiais, contra nenhuma em 2010. Segundo o Estado, isso está relacionado à atuação de facções criminosas como o Comando Vermelho. (Folha de S. Paulo)

Buraco do metrô da Gávea é inundado

Sem dinheiro para terminar as obras paradas há três anos, que já consumiram R$ 934 milhões, o governo do Rio decidiu encher de água o buraco no qual era construída a estação do metrô da Gávea. A medida foi recomendada em um laudo técnico, e tem como objetivo evitar deslocamentos do solo que poderiam afetar prédios do entorno. (O Globo)

Chile foi prejudicado por Banco Mundial

O Banco Mundial mudou a metodologia de uma pesquisa de forma desfavorável ao Chile, revelou ao “Wall Street Journal” o economista-chefe, Paul Romer, que não é o autor do estudo. Ele diz que teria havido motivação política. (O Globo)