Economia

PIB cresce 0,1%. Tendência é considerada animadora

Investimento sobe, e PIB se mantém positivo no ano. Pressão por cargos trava Previdência. Lula teria conta na Espanha, diz executivo. Gilmar Mendes liberta ‘rei dos ônibus’ pela 3ª vez. Bolsonaro, pequeno pela própria natureza. Ofensiva das teles etc

<b>Reprodução</b> Tendência positiva no PIB brasileiro
Reprodução Tendência positiva no PIB brasileiro
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 02/12/2017

Investimento sobe, e PIB se mantém positivo no ano
Com revisão de números do IBGE, recessão de 2014 a 2016 deixa de ser a mais aguda do país. O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano e ficou praticamente estável em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou o IBGE nesta sexta (1°). Analistas esperavam alta um pouco maior, de 0,3%. O desempenho da economia em trimestres anteriores, porém, foi revisado para cima pelo IBGE, o que influenciou no resultado. No ano, o acumulado é de 0,6%. Economistas já começaram a reavaliar para melhor a previsão para 2017.
Foi o terceiro trimestre positivo consecutivo. Após quatro anos de retração econômica, o investimento saiu do vermelho e cresceu 1,6%. Ambiente de mais confiança de empresários e queda nos juros foram os responsáveis, dizem analistas. A revisão do IBGE determina ainda uma mudança no registro histórico da recente recessão, que deixa de ser a mais aguda já medida. Comitê abrigado na FGV que analisa ciclos econômicos calculou que ela havia durado 11 trimestres, escreve a Folha de S. Paulo.
Isso igualaria o recorde de 1989-92. Além disso, teria provocado queda do PIB de 8,6%, ante os 8,5% de 1981-83. Com as novas contas, na crise de 2014 a 2016, a produção e a renda encolheram 8,2%, cenário ligeiramente menos trágico. Índex PIB - Passado menos ruim eleva previsões para este ano e o próximo. Influência eleitoral da recuperação é incerta, escreve Érica Fraga.
PIB indica retomada consistente
Investimentos avançam após quase quatro anos de queda. Analistas elevam projeções de crescimento em 2017 e 2018.
O IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% no último trimestre, mas o resultado foi melhor do que parece. Retirando a queda da agropecuária, que se deu por questões sazonais, o PIB avançou 1,2%, confirmando uma recuperação consistente do crescimento. Após 15 trimestres de queda, os investimentos subiram 1,6% de julho a setembro. E o consumo das famílias teve a terceira expansão seguida. Após a divulgação do resultado, analistas revisaram suas projeções e já estimam alta do PIB acima de 1% neste ano e de até 3,2% em 2018. Mas alertam que essa melhora vai depender do cenário político e da aprovação da reforma da Previdência. (O Globo). Tem sido uma melhora desconfiada, escreve Míriam Leitão. As incertezas servem como freio. Na opinião de Luciana Rodrigues, se depender do consumo, país não terá crescimento sustentado.
PIB cresce 0,1% no 3º trimestre, mas tendência anima mercado
Alta foi a terceira consecutiva e projeções apontam para crescimento do PIB superior a 1% no ano.
A economia brasileira registrou no terceiro trimestre sua terceira alta seguida. Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1%. Apesar de modesto, o número foi bem recebido pelo mercado, que revisou projeções para cima e agora fala em crescimento até superior a 1% no ano. O IBGE reviu os números do primeiro e do segundo trimestres e concluiu que a economia cresceu mais do que o anunciado anteriormente. Entre janeiro e março, a alta do PIB passou de 1% para 1,3%. Entre abril e junho, foi de 0,2% para 0,7%. Além disso, alguns indicadores sinalizam que a retomada do crescimento começa a ganhar consistência. Os investimentos registraram a primeira alta (1,6%) ante o trimestre anterior, após 15 períodos de queda. O consumo das famílias repetiu o ritmo de crescimento (1,2%) do segundo trimestre. (O Estado de S. Paulo)

Pressão por cargos trava Previdência

O Planalto fará um pente-fino nas demandas de parlamentares e governadores para tentar destravar a votação da reforma da Previdência. A pressão por cargos e mais recursos aumentou as dificuldades do governo em conseguir os 308 votos para colocar a proposta em votação na Câmara até o fim deste ano. O impasse em relação à reforma fez o principal índice da Bolsa brasileira acumular perdas de 2,55% na semana. Realidade e ficção - O tempo pode curar feridas, mas no caso da Previdência ele só as agrava. A tibieza dos que colocam interesses eleitorais acima do interesse público é nociva, escreve o jornal O Estado de S. Paulo. Cada um a seu modo, escreve Adriana Fernandes, Planalto e aliados preparam desembarque da Previdência.

Vendeta política e populismo rondam a nova Previdência

A política tem vivido a sua vingança continuada nos últimos anos, com conflitos entre PSDB e PT, escrevem M. Lisbôa e S. Pessôa (Folha de S. Paulo). Seremos naufragados por um novo round que combina vendeta com populismo no debate da minirreforma da Previdência?

Lula teria conta na Espanha, diz executivo

Afirmação foi feita em julho à PF; Sérgio Moro levantou sigilo. Gerson Almada, ex-vice-presidente da Engevix, disse à PF ter ouvido relatos de que o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu teriam conta em Madri controlada pelo lobista Milton Pascowitch. O depoimento, de julho, teve o sigilo levantado pelo juiz Sérgio Moro. As defesas não se pronunciaram. (O Estado de S. Paulo)

Gilmar liberta ‘rei dos ônibus’ pela 3ª vez

Ministro concedeu habeas corpus para o empresário Jacob Barata sob argumento de que novas provas que o levaram à cadeia são, na verdade, anteriores à primeira prisão. (O Globo)

Prova

Só 5% das urnas terão voto impresso em 2018. (O Estado de S. Paulo)

Pequeno pela própria natureza

O melhor para o País, segundo O Estado de S. Paulo, é que a população conheça a natureza autoritária de Jair Bolsonaro.

Cegueira

Nos hospitais do Rio, uma crise que só Crivella não vê. (O Globo)ndeta com populismo no debate da minirreforma da Previdência? 

Em ofensiva, teles querem cobrar mais por serviços online

Telefônicas brasileiras, segundo a Folha de S. Paulo, aguardam mudanças na regulação dos EUA para pressionar o governo a romper a neutralidade da rede. Isso permitiria a cobrança extra de serviços online, como conexão mais rápida para vídeos, e velocidade menor ao fim da franquia.