Economia

Crise tira 1,4 milhão de contribuintes da Previdência

Volume de salários sobe R$ 7 bilhões em um ano no País. Temer recebeu R$ 2 milhões, diz delator. Mello libera benefícios para juízes. Rio - ‘Linha de comando precisa ser investigada’. Terrorista atropela e mata 8 em Nova York etc

<b>Reprodução</b> Previdência
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Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 01/11/2017

Crise tira 1,4 milhão de contribuintes da Previdência

Cerca de 1,4 milhão de trabalhadores deixaram de contribuir com a Previdência desde 2014, segundo o IBGE. O movimento se intensificou neste ano, quando o percentual da força de trabalho que contribui para a aposentadoria caiu a 63,8% no trimestre encerrado em setembro —em 2016, era de 65,5%. A queda, porém, ainda não se reflete na arrecadação previdenciária, escrevem Fernanda Perrin e Flávia Lima, na Folha de S. Paulo.

A situação contrasta com o ano passado, quando 65,5% da força de trabalho ocupada continuou contribuindo para a aposentadoria, apesar da alta do desemprego.

Essa queda, porém, não se refletiu na receita da contribuição da Previdência, que apresenta ao longo deste ano pequena recuperação. Até agosto, a alta é de 4,6% sobre igual período de 2016.

A expansão ocorre após essa receita ter despencado 10,8% (entre 2014 e 2015).

Uma explicação para o paradoxo é a recuperação assimétrica do mercado de trabalho, diz o economista Luis Eduardo Afonso, professor da Universidade de São Paulo.

Embora a taxa de desemprego tenha recuado de 13%, no trimestre encerrado em junho, para 12,4%, no encerrado em setembro, a melhora é sentida no mercado informal.

Os informais continuaram a contribuir em 2016. De lá para cá, porém, a expectativa com relação à melhora da situação econômica pode ter piorado a ponto de esses trabalhadores terem deixado de contribuir, diz Bruno Ottoni, do Ibre, da FGV.

Outra possibilidade é que a nova leva que entrou no mercado nos últimos meses não consegue contribuir, diz. (...)
Alívio na renda do trabalhador

Com inflação menor e recuo do desemprego, graças sobretudo à criação de vagas informais, os ganhos dos trabalhadores cresceram 3,9% em setembro, a maior alta desde 2014, disse o IBGE. O Globo escreve que foi um acréscimo de R$ 7 bilhões na economia.
Emprego cresce com vagas informais

O mercado de trabalho manteve no terceiro trimestre a tendência de geração de vagas informais. A taxa de desemprego recuou de 13% no segundo trimestre para 12,4% no terceiro, mas o total de trabalhadores com carteira assinada atingiu o menor nível da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012: segundo O Estado de S. Paulo, 33,3 milhões de vagas formais, 810 mil menos que um ano antes.
Adesão tardia ao Refis exigirá desembolso maior

Contribuintes que aproveitarem a ampliação do prazo de adesão ao Refis, até 14 de novembro, terão de fazer desembolso maior, segundo a Folha de S. Paulo. Quem aderiu ao refinanciamento de dívidas em agosto pôde parcelar o pagamento da entrada —de até 20%— em cinco vezes, até dezembro. Os novos interessados terão de pagar, ao aderir, os valores de agosto, setembro e outubro.

 

Volume de salários sobe R$ 7 bilhões em um ano no País

Impulsionado pela reação do mercado de trabalho, resultado melhora expectativa de vendas no Natal. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE mostram que o mercado de trabalho no País movimentou R$ 188,1 bilhões em salários no terceiro trimestre. O resultado representa quase R$ 7 bilhões a mais em circulação em um ano e impulsiona a expectativa de vendas de Natal. Em um trimestre, a massa salarial cresceu R$ 2,6 bilhões. “Ela cresce porque aumenta o total de pessoas ocupadas e o rendimento delas também”, disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o varejo movimentará R$ 34,3 bilhões em vendas no Natal de 2017, alta de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016, escreve a Folha de S. Paulo. “A remuneração do trabalho é o combustível do consumo tanto de bens quanto de serviços”, disse Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

Temer recebeu R$ 2 milhões, diz delator

O corretor Lúcio Bolonha Funaro disse que o presidente Michel Temer, o ministro Moreira Franco e o ex-deputado Eduardo Cunha receberam “propina” de empresa do Grupo Bertin, escreve O Estado de S. Paulo. Temer teria recebido R$ 2 milhões. Todos negam.
Cabral segue preso no Rio, mas agora sem videoteca
O ministro Gilmar Mendes suspendeu a decisão do juiz Marcelo Bretas de transferir Sérgio Cabral para penitenciária federal, escreve O Globo. Mas a cadeia no Rio terá menos benefícios, após a retirada de uma videoteca, com TV de 65 polegadas, doada de forma suspeita.
Mello libera benefícios para juízes

Liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determina que 218 juízes e desembargadores do RN não terão de devolver o que receberam como auxílio-moradia, escreve a O Estado de S. Paulo. No total, tribunal gastou R$ 39,5 milhões.

Rio - ‘Linha de comando precisa ser investigada’
Ministro da Justiça defende apuração de corrupção na cúpula da PM do Rio.
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, reforçou ontem as críticas ao comando da segurança pública do Estado do Rio. Após dizer que comandantes de batalhões da PM “são sócios do crime organizado” e que o governador Luiz Fernando Pezão não controla a instituição, o ministro afirmou, sem apresentar provas, que “há toda uma linha de comando que precisa ser investigada”. Em entrevista a Renata Mariz (O Globo), ele revelou vazamentos de operações e disse suspeitar do envolvimento de autoridades com o crime na Rocinha: “Se estou errado, que me provem”.
Apressada

João Doria, escreve Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo), recua de sua apressada pré-campanha presidencial e prega união das forças de centro.
Doria quer frente de centro contra Lula e Bolsonaro

O prefeito de SP, João Doria (PSDB), defendeu a criação de uma frente ampla de centro em 2018 para denotar o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC), pré-candidatos ao Planalto, escreve a Folha de S. Paulo. “Se não estivermos unidos, quem ganhará será um extremista, de esquerda ou de direita”, afirmou a empresários, no Rio.

MTST marcha por moradia

Moradores de uma invasão do MTST caminharam 23 km até o Palácio dos Bandeirantes para protestar contra a falta de moradia. O Estado de S. Paulo escreve que o governo de SP se comprometeu a negociar novos empreendimentos para as famílias que vivem no terreno.
Senado muda projeto de lei ‘anti-Uber’

O Senado flexibilizou o projeto de lei que regulamenta o transporte individual de passageiros. Foram retiradas do texto a regulação do serviço pelas prefeituras e a obrigatoriedade de placas vermelhas, entre outras medidas consideradas prejudiciais às empresas de transporte por aplicativo. Segundo a O Estado de S. Paulo, o texto volta para análise na Câmara.
Governo sinaliza veto a medidas contrárias à Uber
O Planalto sinaliza que pode vetar medidas contrárias a empresas como a Uber, caso sejam aprovadas pelo Congresso, escreve a Folha de S. Paulo. Em contrapartida, o governo ajudaria taxistas a investir em tecnologia. Ontem, o Senado flexibilizou projeto aprovado na Câmara sobre o tema. Foram retirados quatro pontos que prejudicariam os aplicativos. 0 texto voltará a ser analisado pelos deputados.
NY tem primeiro atentado com mortes desde o 11 de Setembro

Uzbeque mata 8 e fere 11 em ciclovia de Manhattan. Atropelamento foi a dois quarteirões do local onde ficavam as Torres Gêmeas; Trump menciona Estado Islâmico. Um homem atropelou e matou oito pessoas e deixou outras 11 feridas depois de invadir com uma caminhonete a ciclovia à beira do Rio Hudson, no Sul de Manhattan, no primeiro atentado com mortes em Nova York desde 11 de setembro de 2001. O ataque, realizado por um uzbeque que mora nos Estados Unidos desde 2010, ocorreu a dois quarteirões de onde ficavam as Torres Gêmeas. Depois de percorrer um quilômetro e meio na ciclovia, o veículo só parou quando bateu em um ônibus escolar. O atropelador saiu a pé, segurando duas armas, uma de chumbinho e outra de paintball, e gritou “Deus é grande” em árabe, antes de ser ferido a tiros e preso pela polícia. “Foi um ato de terrorismo covarde”, disse o prefeito Bill de Blasio. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. O presidente Donald Trump afirmou que os americanos não podem deixar que o Estado Islâmico volte ao país. Líderes mundiais prestaram solidariedade aos EUA, escreve O Globo.
Terrorista atropela e mata 8 em NY
Ataque aconteceu a poucas quadras do World Trade Center; 11 ficaram feridos.
Pelo menos oito pessoas morreram e 11 ficaram feridas depois que o motorista de uma caminhonete atropelou ciclistas e pedestres em Nova York. Este é o primeiro atentado com mortos na cidade desde o 11 de Setembro. Cinco dos mortos integravam um grupo de argentinos que estava na cidade para comemorar o 30.º aniversário de formatura no ensino médio. O autor do atentado foi atingido por um tiro disparado por um policial e levado a um hospital. O Estado de S. Paulo escreve que o presidente Donald Trump culpou o Estado Islâmico.
Terrorista atropela e mata ao menos oito em Nova York.
Caminhonete invadiu ciclovia no sul da ilha de Manhattan; atentado é o mais letal na cidade desde o 11 de Setembro.
Um homem que dirigia uma caminhonete invadiu ciclovia em Nova York e deixou ao menos oito mortos e 11 feridos na tarde de ontem. O FBI e a prefeitura tratam o caso como um ato terrorista. O ataque ocorreu na região sul de Manhattan, onde ficam o distrito financeiro e o World Trade Center. Segundo a polícia, o carro atropelou quem estava no caminho —a ciclovia também é usada por pedestres. Após bater em ônibus escolar, o motorista saiu do veículo portando armas falsas. Atingido por um tiro da polícia, ele foi preso. De acordo com a imprensa, o suspeito é Sayfullo Sai-pov, 29, nascido no Uzbequistão e que vive em Tampa, no Estado da Flórida. O presidente americano, Donald Trump, comentou o caso em rede social: “Parece ter ocorrido mais um ataque por uma pessoa doente e perigosa. As forças de segurança estão seguindo o caso de perto. "Não nos EUA!”. O prefeito Bill DeBlasio lembrou da proximidade com o local do 11 de Setembro. “É um dia muito doloroso. Sabemos que foi um ato para abalar nosso espírito. Mas nós, nova-iorquinos, somos resilientes”, disse. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, afirmou que não há informações sobre um plano terrorista mais amplo: “Não deixem os terroristas mudarem suas vidas de nenhuma forma”. O uso de veículos para cometer atentados tomou-se recorrente desde o atropelamento em Nice, na França, em 2016. É o primeiro registro de um episódio do tipo nos EUA, escreve a Folha de S. Paulo. A tática é defendida pela facção Estado Islâmico, que a divulga em suas propagandas.