Economia

Brasil instala 1.500 robôs por mês

Montadoras intensificam robotização apesar da crise.Nova taxa do BNDES poupa até R$ 100 bilhões.Recursos caem 44% e Forças Armadas preveem ‘colapso’. Verba pública dará poder a oligarquias partidárias do país. Um quarto das UPAs nunca abriu...

<b>Reprodução</b> Robotização industrial
Reprodução Robotização industrial
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 15/08/2017

 EDIÇÃO 14/8/2017

Em meio à crise, com fábricas ociosas e demissões, a indústria automobilística está intensificando o processo de robotização. Grande parte dos robôs foi adquirida nos últimos quatro anos, período em que a produção de veículos caiu 32% e o total de funcionários baixou 21%, perdendo 30 mil vagas. O processo avança também pelos setores de alimentos e bebidas, eletroeletrônico e químico, escreve O Estado de S. Paulo. OBrasil instala 1.500 robôs por mês.

Nova taxa do BNDES poupa até R$ 100 bilhões, afirma estudo
Redução de subsídios, proposta em MP, atenuaria alta da dívida pública. A mudança proposta pelo governo na taxa que remunera os financiamentos do BNDES, banco federal de fomento, resultará em uma economia de quase R$ 100 bilhões nos próximos anos. O cálculo está em um estudo conduzido por três economistas do Insper, que estima o quanto a dívida pública deixará de crescer com o fim gradual dos subsídios concedidos por meio dos juros favorecidos do banco.

Hoje, as operações do BNDES são vinculadas à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), de 7% ao ano. Medida provisória prevê que, em cinco anos, a taxa, rebatizada de TLP, se iguale às pagas por títulos da dívida do Tesouro, atualmente em torno de 9,25% anuais. Com isso, o governo se livra do custo de emprestar a juros mais baixos do que os que paga para obter recursos no mercado financeiro.

A MP enfrenta resistências no Congresso e perderá a validade caso não seja aprovada até6 de setembro, escreve a Folha de S. Paulo. Se for alterada, a poupança pode ser menor.

União vai ampliar concessões para cumprir meta de 2018
Venda de Congonhas e outros 17 aeroportos renderia R$ 20 bilhões. Mesmo com novas receitas, governo anuncia hoje revisão dos rombos fiscais de 2017 e do próximo ano, prevendo déficits de R$ 159 bilhões. Para conter o rombo nas contas públicas em 2018, o governo ampliou o programa de privatização de aeroportos, incluindo a venda de Congonhas, da fatia da Infraero no Galeão, Guarulhos, Confins, Brasília e Viracopos e de outros 12 terminais. No total, a União espera arrecadar ao menos R$ 20 bilhões, segundo O Globo. Ainda assim, a previsão de déficit primário do próximo ano subirá, de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões. Será o mesmo rombo de 2017, anteriormente estimado em R$ 139 bilhões. O anúncio da revisão das metas deverá ser feito hoje.

Recursos caem 44% e Forças Armadas preveem ‘colapso’
Militares dizem que só há dinheiro para cobrir gastos até o mês que vem. Nos últimos cinco anos, os recursos das Forças Armadas foram reduzidos em 44,5%. Só as verbas “discricionárias” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões, informam Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, em O Estado de S. Paulo. O valor não inclui gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde. Integrantes do Alto Comando de Exército, Marinha e Aeronáutica alertam para risco de “colapso” e dizem que só há dinheiro para cobrir gastos até o mês que vem. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a dispensa de recrutas. A falta de recursos já afetou a vigilância da fronteira, os pelotões do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha na costa. A Aeronáutica paralisou atividades, reduziu efetivos e acabou com esquadrões permanentes. Até a área do Exército responsável por monitorar o uso de explosivos – e dificultar ataques a bancos e caixas eletrônicos – foi atingida. O Planejamento diz que se “esforça” para resolver os problemas.

Estado pede verba até para luz 

Além de cortes em despesas básicas, contratos de troca de armas estão congelados e cursos, suspensos, escreve O Estado de S. Paulo. Na quarta- feira, unidade de Mato Grosso do Sul pediu ajuda para pagar luz.

Um quarto das UPAs nunca abriu
Das 711 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) construídas pelo governo federal desde 2008, 23% nunca abriram, por dificuldade financeira das prefeituras, dependentes de repasses da União, revela O Globo.

Verba pública dará poder a oligarquias partidárias do país

O projeto do distritão retém as atenções, enquanto o elefante do financiamento público desfila sem resistência, opina Vinícius Mota (Folha de S. Paulo). Despejar mais R$ 3,6 bilhões na campanha concorre para ser o maior erro já cometido nas reformas políticas brasileiras.

Distritão deverá diminuir renovação
Se for adotado, o distritão vai inibir a renovação na Câmara, pois o número de candidatos deve cair, avaliam líderes partidários. A soma dos votos nos nomes de cada partido, hoje critério para distribuir as cadeiras, deixaria de valer. Desta forma, reporta O Globo, as legendas tendem a apostar em poucas candidaturas.

'Fachin e Janot ajudam o Centrão'

Articulador da fidelidade de seu filho, Rodrigo Maia, e seu partido, DEM, ao presidente Michel Temer, César Maia diz que o ministro do STF Edson Fachin e o procurador- geral Rodrigo Janot foram os responsáveis pelo fortalecimento do Centrão, segundo O Estado de S. Paulo.. 

Encontro com Temer foi pedido antes, diz Dodge

A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que pediu com antecedência a reunião com o presidente Michel Temer realizada em 8 de agosto, escreve a Folha de S. Paulo. Na versão do Palácio do Planalto, o encontro não constou da agenda oficial porque havia sido acertado em cima da hora.

Palco de conflito racial nos EUA vive dia de tensão
Um dia após confrontos raciais com mortos e feridos, Charlottesville (EUA) alternou consternação e indignação, relata Isabel Fleck (Folha de S. Paulo). Críticas à omissão de Trump levaram a Casa Branca a condenar os supremacistas brancos.