Política

Os recibos de Lula e a conversa de Luciano Huck

Moro decide que recibos dados por Lula são válidos, mas... Huck e a candidatura. PF prendeu o deputado João Rodrigues. Supremo devolve delação premiada de executivos da OAS. Taxa básica de juros é a menor da história. SUS, Rio etc.

<b>Reprodução</b> Lula e Huck
Reprodução Lula e Huck
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo - O Antagonista
Publicado em 08/02/2018

Em vitória da defesa de Lula, o juiz Sergio Moro concluiu que recibos apresentados pelo petista para comprovar pagamento de aluguel de apartamento a empresário não são “materialmente” falsos, como afirmou o Ministério Público. Ainda será analisado se houve efetivamente repasse. (Folha de S. Paulo)

Moro diz que recibos de Lula são verdadeiros, mas não decide sobre falsidade ideológica

Juiz ainda avaliará se documentos foram assinados por empresário para forjar comprovação de pagamento.
O juiz Sergio Moro decidiu, nesta quarta-feira, que os recibos apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprovar pagamento de aluguel de um apartamento em São Bernardo do Campo "não são materialmente falsos". No entanto, no despacho, o juiz ressalta que só tomará uma decisão sobre a possível falsidade ideológica dos documentos quando concluir a sentença do processo. Lula é acusado de receber, como propina da Odebrecht, uma cobertura vizinha ao imóvel onde mora no município paulista, escreve Gustavo Schmitt. (...) (O Globo)
PF prende deputado condenado pelo TRF-4

A PF prendeu o deputado João Rodrigues no aeroporto de Guarulhos.
Seu julgamento aproximou Lula da cadeia, pois nele o ministro Alexandre de Moraes avalizou a prisão dos condenados em segundo grau, escreve O Antagonista. Deputado preso estava fugindo para o Leia a nota da PF:m “Levantamento da Polícia Federal com apoio das adidâncias nos EUA e Paraguai identificou que o deputado se encontrava no exterior e havia modificado seu bilhete de passagem, alterando o destino final do Brasil para o Paraguai. Com receio de que ocorresse a prescrição da execução da pena, prevista para a próxima segunda-feira, a Polícia Federal comunicou o fato ao ministro Alexandre de Moraes, presidente da Primeira Turma do STF, que autorizou a inclusão em difusão vermelha no banco de dados da INTERPOL”.

Amigo e adversário

Lula está nas mãos de um amigo, Sepúlveda Pertence, e de um adversário, Gilmar Mendes, escreve Eliane Cantanhêde. (O Estado de S. Paulo)

Huck e a candidatura

Em processo no TSE sobre aparição no Domingão do Faustão, defesa alegou que Luciano Huck “reitera que não será candidato”. (O Estado de S. Paulo)

FHC e Huck se reúnem hoje em São Paulo
O apresentador Luciano Huck terá reunião hoje com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, para tratar das eleições presidenciais. Essa conversa será fundamental para uma decisão final de Huck, que deve acontecer até depois do carnaval. O encontro acontece em meio à fragilidade da candidatura à Presidência do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e às pressões para que Huck volte a pensar em uma eventual candidatura, escreve Merval Pereira. (O Globo)

Huck e Equador

“Renovação e desespero”, sobre movimentos no PSDB pela candidatura de Luciano Huck, e “Limites ao poder”, a respeito
de referendo no Equador. (Folha de S. Paulo-Editoriais)

Alckmin fala em privatizar ‘várias áreas’ da Petrobrás

Pré-candidato à Presidência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que “inúmeras áreas” da Petrobrás poderiam ser entregues à iniciativa privada, com a perspectiva de privatizar a estatal por completo “no futuro”. Ele afirmou que uma equipe estuda quais empresas poderiam ser desestatizadas em eventual governo tucano. A declaração foi criticada pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente. (O Estado de S. Paulo)

Supremo devolve delação premiada de executivos da OAS

O ministro Edson Fachin devolveu à Procuradoria-Geral da República oito delações premiadas de executivos da empreiteira OAS por não concordar com as penas e multas fixadas. (O Globo)

BC reduz taxa de juros para mínimo histórico de 6,75%

Selic atinge nível mais baixo desde sua criação, em 1996; Copom sinaliza que o ciclo de cortes chegou ao fim

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 7% para 6,75% ao ano. Foi o 11.º corte consecutivo da Selic, que atinge o menor valor desde que foi criada, em 1996. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também sinalizou que o mais provável é que o movimento de ontem tenha sido o último do atual ciclo de cortes. Uma nova redução pode ocorrer em março apenas se o cenário melhorar. Para economistas, a aprovação da reforma da Previdência seria um desses fatores. Desde o ano passado, o BC vinha indicando que pararia de reduzir a taxa básica de juros, que serve de parâmetro para o custo de empréstimos. Mesmo com a Selic no menor nível das últimas duas décadas, a taxa média cobrada em operações de crédito no Brasil no ano passado foi de 25,6% ao ano. O juro do rotativo de cartão de crédito chegou a 334,6% ao ano e o do cheque especial, a 323%. (O Estado de S. Paulo)

Banco Central sinaliza que ciclo de queda dos juros chegou ao fim

Ao cortar os juros pela 11ª vez, de 7% para 6,75%, Copom sinalizou que não deve fazer outra redução. Texto do BC indica que o ciclo de queda, iniciado em outubro de 2016, acabou. (O Globo)

BC reduz Selic para 6,75% e juro é o menor da história

Analistas avaliam que a queda, a 11ª consecutiva, encerrará ciclo de baixa. O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu de 7% para 6,75% a taxa básica de juros da economia. É a 11ª queda seguida da Selic, que chega ao nível mais baixo pelo menos desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Apesar de o comunicado do BC ter deixado aberta a possibilidade de cortes adicionais, a percepção de economistas é que esse tenha sido o último. “A economia já voltou a crescer, o que justifica a parada”, diz Fernando Rocha, da gestora JGP. Analistas avaliam que o cenário de inflação controlada e a aceleração gradual da economia permitirão a manutenção dos juros nesse nível ao longo do ano. Para 2019, entretanto, eles já consideram certa a retomada do ciclo de alta da Selic. As estimativas de mercado colhidas pelo BC apontam para juros de 8% no fim do próximo ano. Tatiana Pinheiro, economista do Santander, diz que haverá necessidade de elevar a taxa para conter os riscos de aumento de preços. (Folha de S. Paulo)

Para ganhar mais, mais risco

A queda da Selic comprimiu a rentabilidade de boa parte dos ativos de renda fixa, que se igualam ou perdem para a caderneta de poupança. Isso incentiva o investidor mais conservador a dar seus primeiros passos na renda variável. (O Estado de S. Paulo)

Acionistas da Oi votam por mudar gestão

Os portugueses da Pharol e a Société Mondiale, principais acionistas da Oi, aprovaram em assembleia mudança na direção da tele. Mas a decisão pode não ter validade jurídica. (O Globo)

Planos devem reembolsar o SUS, define Supremo

O STF decidiu ontem por unanimidade que os planos de saúde são obrigados a reembolsar o Sistema Único de Saúde (SUS) quando seus usuários forem atendidos na rede pública. O impasse durava quase 20 anos. Para especialistas, com a definição, deixa de ser vantajoso para os planos a recusa de atendimento, uma vez que terão de arcar com os custos em algum momento. (O Estado de S. Paulo)

Governo admite mais mudanças na Previdência

O governo quer votar a reforma da Previdência até o dia 28 – depois disso, se não tiver apoio, deve desistir da proposta. O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) admitiu que pontos como a transição para servidores e o acúmulo de aposentadorias e pensões podem ser mudados. A TV Estadão debate o tema hoje, às 15 horas. (O Estado de S. Paulo)

Governo fixa dia 28 como limite para votar Previdência

Com uma versão mais flexível da reforma da Previdência em mãos, o governo Michel Temer fixou 28 de fevereiro como data-limite para votar o texto no Congresso. Se não houver certeza da vitória, ela será engavetada. O núcleo do governo não conta com a aprovação, e o Ministério da Fazenda já reorganiza sua agenda, na qual priorizará medidas microeconômicas. (Folha de S. Paulo)

Horizonte estreito

O impasse em torno da reforma da Previdência evidencia a incapacidade do Brasil de superar os interesses das corporações e dos políticos, que somam esforços para garantir privilégios e votos. (O Estado de S. Paulo-Editorial)

Comércio no ar

Sob a óptica comercial, parceria entre Boeing e Embraer traria inúmeros benefícios, escreve o ministro da Defesa Raul Jungmann. (O Estado de S. Paulo)

Despreparo

Queda das bolsas mostra que mercados não estão preparados para o que tem de vir, afirma Celso Ming. (O Estado de S. Paulo)

Sem cinto para o pouso

A previsão de um ajuste nos mercados financeiro e de capitais é quase consenso. (O Estado de S. Paulo-Editorial)

Folha deixa de publicar seu conteúdo no Facebook

A Folha deixa de publicar no Facebook a partir de hoje. O jornal manterá sua página na rede social, mas não mais a atualizará. A decisão é reflexo de discussões sobre os melhores caminhos para distribuir o conteúdo do jornal. As desvantagens em utilizar o Facebook ficaram mais evidentes após decisão da rede social de reduzir a visibilidade do jornalismo profissional. Os leitores ainda poderão compartilhar conteúdo da Folha em suas páginas pessoais no Facebook. Notícias falsas ganham espaço na rede e jornalismo profissional perde (Folha de S. Paulo)

Antes do carnaval

Suspeitos detidos em operação surpresa das polícias do Rio e das Forças Armadas na Cidade de Deus; 38 foram presos (Folha de S. Paulo)
Polícia Civil do Rio perde capacidade de investigar

Corporação tem mais de 13 mil cargos vagos.

Após cerco das Forças Armadas a quatro favelas, moradores denunciam que suspeitos fugiram de BRT. As Forças Armadas fizeram ontem sua 19ª operação na cidade em sete meses. Dez traficantes que eram os principais alvos conseguiram fugir. Pelas redes sociais, moradores da Cidade de Deus alertaram que suspeitos saíram da favela de ônibus. Enquanto as megaoperações se multiplicam, sem resultados claros, o investimento em inteligência policial está limitado a R$ 2,3 milhões. O efetivo da Polícia Civil no estado é de 9,6 mil homens, e as vagas disponíveis passam de 13 mil. (O Globo)

Cidade de Deus ocupada

Um dia após a morte de uma criança e de um adolescente, força-tarefa com 3 mil homens ocupou a Cidade de Deus, no Rio. À noite, menino de 4 anos foi baleado em São Gonçalo. Ele foi internado em estado grave. (O Estado de S. Paulo)

Perdemos

O Rio era nosso. Não sei quando o perdemos, escre Cora Rónai. (O Globo)

Fracasso

A política de segurança fracassou — no Rio e no país, opina Flávia Oliveira. (O Globo)

Limites

‘Violência ultrapassa todos os limites no Rio’ (O Globo-Editorial)

Vítima do Ciep fechado

O menino Jeremias, morto na Maré, era um aluno aplicado e só estava na rua porque o Ciep Hélio Smidt estava fechado devido a uma operação policial. (O Globo)