Política

Ficha-suja está fora do jogo eleitoral, afirma Fux

Moraes vota por prisão após 2ª instância. ‘Não podemos reduzir a eleição a pessoas’, afirma Marina. "Pagamento de auxílio-moradia a juízes é legítimo". Susto nas bolsas é alerta para Brasil. Rabello avalizou negócio que prejudicou o Postalia etc.

<b>Reprodução</b> Luiz Fux e Alexandre Moraes
Reprodução Luiz Fux e Alexandre Moraes
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 07/02/2018

Ficha-suja não pode se registrar, diz Fux.

Empossado ontem presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux avisa que, nas campanhas deste ano, político condenado em segunda instância não poderá concorrer nem mesmo com liminar da Justiça. Em entrevista ao O Globo, ele critica a quantidade de partidos, mas prevê eleições com menos casos de caixa dois graças ao efeito gerado pela Lava-Jato.

‘Ficha-suja está fora do jogo’, afirma Fux no TSE

O ministro Luiz Fux defendeu ontem a aplicação da Lei da Ficha Limpa durante posse como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para ele, “ficha-suja está fora do jogo democrático”. “A Justiça eleitoral será irredutível na aplicação da Ficha Limpa”, afirmou. O ex-presidente Lula, condenado em segunda instância, poderá ser impedido de concorrer em outubro por causa dessa lei. (O Estado de S. Paulo)

Moraes vota por prisão após 2ª instância

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou ontem pela prisão de réus após condenação em segunda instância. Com isso, definiu o resultado do julgamento do recurso do deputado João Rodrigues (PSD-SC), que deverá cumprir pena imediatamente. O tema ganhou força após a condenação do ex-presidente Lula e pode voltar a ser debatido no plenário da Corte. (O Estado de S. Paulo)

Moraes vota por prisão imediata

Em julgamento de recurso de um deputado condenado pelo TRF-4, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou pela prisão após a condenação ser confirmada em 2ª instância. Ele ainda não havia se manifestado sobre o tema. (O Globo)

Possibilidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela prisão do réu após condenação em segunda instância. Ele se pronunciou em julgamento do deputado João Rodrigues (PSD-SC). Até então, sua posição gerava dúvida. Existe a possibilidade de o STF voltar a avaliar o tema após a condenação do ex-presidente Lula. (Folha de S. Paulo)

‘Não podemos reduzir a eleição a pessoas’

Marina Silva, pré-candidata da Rede à Presidência, diz a Marianna Holanda (O Estado de S. Paulo) que a condenação de Lula foi “técnica” e que reduzir a eleição a pessoas diminui “a importância do debate”. Ela defende que a “lei é para todos”. “Não temos de ter uma lei para Lula, para Aécio, Jader Barbalho ou Renan Calheiros.” (O Estado de S. Paulo)

Tibieza

Fala de Fernando Henrique Cardoso simpática a Luciano Huck foi vista como sinal de tibieza de Geraldo Alckmin. (O Estado de S. Paulo)

O séquito de Temer no carnaval

Avião da FAB fará duas viagens de Brasília ao Rio para trazer os 60 funcionários que vão servir ao presidente Temer durante o carnaval na Restinga da Marambaia, como informou Lauro Jardim (O Globo. Marcela Temer pediu 20 servidores.

Com imóvel próprio, Gilmar ainda tem ajuda para morar

O ministro do STF Gilmar Mendes utiliza casa cedida pela corte mesmo tendo imóvel em Brasília. Segundo o Supremo, seis dos 11 ministros têm residência oficial. Só Gilmar, porém, possui propriedade em seu nome. Ele diz estar em processo de devolução da casa funcional. (Folha de S. Paulo)

Pagamento de auxílio-moradia a juízes é legítimo

O auxílio-moradia a magistrados está previsto na Lei de Organização Judiciária, que assegura o pagamento sempre que não houver residência oficial, independentemente de imóvel próprio. O benefício, portanto, é legal, opina Roberto Veloso. (Folha de S. Paulo)

Susto nas bolsas é alerta para Brasil, dizem analistas

Movimento no mercado sinaliza que cenário favorável para implementação de reformas tem prazo para acabar. O conturbado movimento das bolsas americanas nos últimos dias é um alerta para o Brasil de que o cenário internacional favorável para a implementação de reformas tem prazo para acabar, de acordo com analistas ouvidos pelo Estado. Segundo eles, é importante melhorar a situação fiscal para reduzir a vulnerabilidade do País antes de a economia global entrar em ajuste. Ontem, o dia foi de volatilidade nos EUA. O índice Dow Jones fechou em alta de 2,33%, o que reverteu parte da perda registrada na segunda-feira, de 4,6% – a maior retração diária em pontos da história do indicador. Há temor de que o aquecimento na economia americana crie pressão inflacionária, levando o Federal Reserve a elevar juros. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se reuniram na noite de ontem para “avaliar os mercados nacional e internacional”. (O Estado de S. Paulo)

Instabilidade é um alerta para o Brasil, dizem economistas

A queda forte das Bolsas não deve interromper o período de farta liquidez aos emergentes, embora sirva como sinal de que o bom humor externo não deve durar para sempre, dizem analistas. Após as perdas da véspera, os mercados tiveram um dia calmo e fecharam em alta. O Ibovespa avançou 2,48%. Nos EUA, o Dow Jones subiu 2,33%. (Folha de S. Paulo)

A era de dinheiro barato no mundo rico vai terminar

Desde maio de 2013 espera- se que poderia haver algum problema quando o banco central dos EUA decidisse elevar a taxa de juros para valer. Apesar de alarmes anuais, nada acontecera. Mas a era de dinheiro barato no mundo rico vai acabar, seja com um murmúrio ou com uma explosão, escreve Vinicius Torres Freire. (Folha de S. Paulo)

‘Robôs’ aceleram queda histórica do Dow Jones

Tecnologia de algoritmos que decidem investimento colabora para que Dow Jones perca mais de 820 pontos em seis minutos. (O Globo)

Moeda?

Não entendemos muito ainda sobre as criptomoedas e a tecnologia que permite a existência delas. Afinal, o que é moeda?, questiona Monica de Bolle.

Alerta

‘Mercados mundiais alertam o Congresso brasileiro’.(O Globo)

Um susto e um alerta

Editorial - Turbulência vale como aviso de que o quadro pode converter-se em tormenta para economias emergentes. (O Estado de S. Paulo)

Relator propõe pensão integral vitalícia a viúva de policial

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), apresenta hoje nova versão da proposta que prevê concessão de pensão integral vitalícia a viúvas e viúvos de policiais mortos em serviço. Temas em que não há consenso, como regras de transição para servidores públicos e acúmulo de pensão e aposentadoria, ficarão de fora do texto. (O Estado de S. Paulo)

Mensagem clara

Editorial - Em mensagem ao Congresso, o presidente Michel Temer foi o mais objetivo e direto possível ao expor a importância de completar a agenda de reformas proposta pelo governo, em especial a da Previdência. (O Estado de S. Paulo)

A corrida por recursos no exterior

Emissões de empresas brasileiras lá fora somam US$ 8,4 bi em janeiro; queda das Bolsas acendeu alerta. Beneficiadas por um cenário de juros ainda baixos no exterior, empresas brasileiras estão correndo para conquistar investidores antes que se instale o clima de incerteza com as eleições. Há ainda o temor de que o Federal Reserve eleve os juros e atraia recursos para os EUA. Para analistas, o tombo das Bolsas anteontem sinalizou esse risco. Apesar do solavanco, o Ibovespa fechou em alta. As emissões das companhias brasileiras chegaram a US$ 8,4 bilhões em janeiro. (O Globo)

Petrobras põe Pasadena à venda

Em comunicado ao mercado, a Petrobras iniciou a etapa de divulgação para a venda da refinaria de Pasadena, nos EUA, símbolo do escândalo de corrupção investigado na Operação Lava-Jato. (O Globo)

Rabello, do BNDES, avalizou negócio que prejudicou o Postalis

Fundo de funcionários dos Correios perdeu R$ 109 milhões no investimento; Procuradoria e PF veem indícios de fraude. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, respaldou investimentos que resultaram em perda total ao Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios. A conclusão é de um relatório da Operação Pausare, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Segundo as autoridades, o Postalis não recuperou nada dos R$ 109 milhões aplicados em CCIs (cédulas de crédito imobiliário) emitidas pela Mudar Master II Participações em 2010 e 2011. Para fazer essa aplicação, o Postalis considerou pareceres feitos pela empresa SR Rating, de Rabello. O executivo, antes de assumir a função no BNDES, integrava comitê responsável pela avaliação dos investimentos. O relatório diz que “nenhuma parcela de juros ou amortização dos títulos foi honrada”, que “todo o dinheiro do fundo” sumiu e que o “fracasso dos investimentos é o principal indicativo da ocorrência de fraude na avaliação dos papéis”. O valor investido pelo Postalis nas CCIs seria aplicado em empreendimentos imobiliários de empresas do mesmo grupo responsável pela emissão das cédulas. As autoridades suspeitam que as obras não saíram do papel,sendo criadas para facilitar o desvio de recursos. Rabello não se pronunciou. A SR Rating afirma ter feito “alertas sobre a deterioração da qualidade do crédito” da Mudar, que informou se pautar em “rigorosos padrões éticos”. (Folha de S. Paulo)

Montadoras batem recorde de exportação em janeiro

A indústria automobilística registrou recorde de exportações para o mês de janeiro, com 47 mil unidades e receita de US$ 1,03 bilhão, 26% mais do que em janeiro do ano passado. A Argentina foi responsável por mais da metade desse volume. As vendas externas impulsionaram a produção, 24,6% maior ante o mesmo mês de 2017. Saíram das fábricas 216,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. (O Estado de S. Paulo)

O medo no caminho

Tiroteio fecha as três principais vias expressas do Rio. Garoto de 13 anos é morto jogando futebol na Maré. Bandidos matam menina de 3 anos durante assalto.
Menos de uma semana após o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o governador Luiz Fernando Pezão acusarem a imprensa de exagerar na cobertura da violência no Rio, um tiroteio entre traficantes e policiais militares no Complexo da Maré interditou simultaneamente as três principais vias expressas da cidade — Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela —, por onde passam mais de dois milhões de moradores todos os dias. O menino Jeremias Moraes, de 13 anos, jogava futebol num campinho de areia da favela Nova Holanda quando foi atingido no peito durante o confronto e morreu. Horas antes, Emily, de apenas 3 anos, foi morta a tiros de fuzil ao sair com os pais de lanchonete em Anchieta. Bandidos mandaram o carro parar e atiraram quando o pai da menina se assustou e acelerou. Na semana passada, Pezão reclamou “da cobertura cruel” da imprensa sobre a violência, e Jungmann se queixou de “certo masoquismo” no noticiário. Mas só o Complexo da Maré registrou 108 tiroteios ano passado, com 42 mortos (2,5 vezes mais que em 2016). As escolas da área ficaram 35 dias fechadas por causa da violência, e os serviços de saúde passaram 45 dias suspensos. (O Globo)

Coca

EUA cobram Colômbia por alta em área de coca. (O Estado de S. Paulo)