Política

Fraude em cota racial de universidades brasileiras

Uma em cada três federais tem denúncia em cota racial. Bolsonaro emprega servidora fantasma. Lava Jato faz PT atrasar cronograma de campanhas. Agência de risco reduz nota. Brasileiro preso já foi internado. Febre amarela etc.

<b>Reprodução</b> Cota racial sofre com fraudes
Reprodução Cota racial sofre com fraudes
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 12/01/2018

Governo quer que universidades criem comissão para avaliar candidatos a vagas que se declaram negros ou pardos. Uma em cada três universidades federais do País já investigou a matrícula de estudantes por suspeita de terem fraudado o sistema de cotas raciais, mostra levantamento feito pelo Estado com base em processos administrativos instaurados pelas instituições. Para reduzir as fraudes, o governo quer que as universidades criem comissões para análise visual dos alunos, informa Luiz Fernando Toledo. Das 63 universidades federais no País, 53 responderam aos questionamentos. No total, há 595 estudantes investigados em 21 instituições de ensino. A maioria já teve a matrícula indeferida, mas parte conseguiu retornar aos estudos por decisão judicial. Nos documentos analisados, foram encontrados estudantes que se autodeclararam quilombolas mesmo sem nunca ter vivido em uma comunidade e alunos acusados por movimentos negros de serem brancos. O caso mais comum, no centro da polêmica, é o dos pardos. Suspeitas começaram no Sul  - As primeiras supostas irregularidades no uso das cotas apareceram por causa de denúncias de militantes do movimento negro. Na Universidade Federal do RS, 440 alunos foram denunciados. (O Estado de S. Paulo)

Deputado emprega servidora fantasma que vende açaí no RJ
Jair Bolsonaro usa verba da Câmara para empregar vizinha dele em Angra Dos Reis (RJ), onde ela vende açaí. Walderice da Conceição é listada desde 2003 como funcionária do gabinete do deputado em Brasília. Bolsonaro nega que ela seja funcionária fantasma. (Folha de S. Paulo)

Bolsonaro volta a criticar jornal e defende uso de auxílio-moradia
Em entrevista à Folha, o presidenciável e deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a criticar o jornal e a defender o recebimento de auxílio-moradia da Câmara, mesmo tendo imóvel próprio em Brasília. Ao ser questionado sobre o uso do benefício para pagar o apartamento, o deputado afirmou que estava solteiro à época e utilizou o dinheiro para “comer gente”. (Folha de S. Paulo)

Alckmin é o nome

Temer está trabalhando com a ideia de uma grande aliança em torno do tucano, na opinião de Merval Pereira. (O Globo)

Gato e rato  

Entre Michel Temer e os candidatos há, por enquanto, um jogo de gato e rato, escreve Eliane Cantanhêde. (O Estado de S. Paulo)

Lava Jato faz PT atrasar cronograma de campanhas
A esta altura, em outras eleições, o PT já tinha definido os nomes da coordenação da campanha. Agora, porém, o único setor cujos integrantes já foram confirmados é o de programa de governo, a cargo de Fernando Haddad. A presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, deve assumir a coordenação-geral, mas a definição só será feita depois do julgamento de Lula no TRF-4, marcado para o dia 24. (O Estado de S. Paulo)

O pesado custo lulopetista 

Decisões econômicas irresponsáveis resultaram em recessão, desemprego e pobreza. (O Estado de S. Paulo)

Cristiane já dá as cartas no Trabalho

Embora impedida de assumir o Ministério do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) já exerce influência na pasta: o atual ministro interino é seu aliado de longa data. ‘Moralidade deve contar nas nomeações’, escreve O Globo.

Sinal de alerta acende em 16 estados

Dezoito anos depois da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, administrações estaduais continuam gastando mais do que o permitido com folhas de pagamento de pessoal. Embora já houvesse a possibilidade de cassação de três governadores ano passado, punições jamais atingiram os gestores. (O Globo)

Agência de risco reduz nota e afeta credibilidade do país

Demora no ajuste fiscal e incerteza política foram os motivos alegados. Standard & Poor’s rebaixa a classificação do Brasil para ‘BB-’, grau especulativo, apesar dos esforços do governo; Ministério da Fazenda cobra do Congresso aprovação da reforma da Previdência.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciou a redução da nota do Brasil para “BB-” em consequência da demora na aprovação de medidas de ajuste fiscal e da incerteza política em ano de eleições. A decisão, tomada apesar do périplo do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pelas agências, coloca o país em grau especulativo igual ao de Bangladesh. Segundo a S&P, “o Brasil fez progressos mais lentos do que o esperado na implementação de medidas para corrigir de forma significativa a deterioração fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento.” O Ministério da Fazenda emitiu nota cobrando do Congresso a aprovação da reforma da Previdência. Rebaixamento pega governo e mercado de surpresa, segundo Míriam Leitão.(O Globo)

S&P rebaixa nota do País e gera atrito entre Poderes
Fazenda põe culpa no Congresso pela não aprovação de reformas; Rodrigo Maia e Eunício Oliveira rebatem e governo, em nota, recua. A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s anunciou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, de BB para BB-. Com isso, o País fica três níveis abaixo do grau de investimento, uma espécie de selo de bom pagador, que indica que determinado país é seguro para os investidores. A agência aponta que o atraso no avanço das reformas e a incerteza política são as principais causas do rebaixamento. A S&P antecipou sua decisão para não ser acusada de interferir nas eleições. O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) lamentou o fato de o Congresso não ter aprovado as reformas. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, reagiram. “Resposta de um candidato, uma pena”, disse Maia. “Muitas vezes ultrapassamos nossos limites para entregar o que a equipe econômica pedia”, afirmou Eunício. Por determinação do presidente Michel Temer, foi divulgada nota no final da noite na qual o governo afirma ter tido apoio do Congresso. (O Estado de S. Paulo)

Crise fiscal do país abre embate entre BNDES e governo
Tesouro cobra devolução de R$ 130 bilhões do banco, que coloca condições para fazer o pagamento da dívida. O governo do presidente Michel Temer (MDB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) batem cabeça a respeito da situação fiscal do país, em uma equação que parece não fechar. O FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) pede ao banco devolução de R$ 20 bilhões para arcar com seguro- desemprego e abono. O BNDES também é instado a devolver R$ 130 bilhões ao Tesouro para que este cumpra a “regra de ouro”. Ela impede a União de captar recursos em empréstimos no mercado em volume superior ao que pretende gastarem investimentos. Carlos Thadeu de Freitas, diretor da área financeira e internacional do BNDES, diz que é possível pagar os R$ 130 bilhões no segundo semestre. Para isso, porém, os empréstimos do banco não poderiam passar de R$ 90 bilhões, e os recursos do FAT não seriam devolvidos. Caso contrário, o repasse ao Tesouro seria menor. Para um executivo do banco, o governo joga uma “bomba de fumaça”. Ao se recusar a pagar a dívida, o BNDES também se tornaria responsável pela crise fiscal. “A situação fiscal é das piores já vividas”, afirma Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, do Senado. Segundo Salto, o déficit parou de piorar, mas a dívida pública ainda é muito alta e crescente: “Passou da hora de colocar o dedo na ferida”, diz. Exaustão - Caminhamos, enfim, rumo à exaustão do modelo fiscal no país, na opinião de Pedro Luiz Passos. (Folha de S. Paulo)

Países barram dose menor de vacina da febre amarela
Brasileiros só receberão o certificado para entrar em 135 países que exigem vacinação contra febre amarela se tomarem a dose padrão (0,5 ml), informou a Anvisa. A partir de fevereiro, SP, RJ, e BA oferecerão de forma emergencial uma dose fracionada (0,1 ml). (Folha de S. Paulo)

Padrão

Febre amarela: viajante deve tomar vacina padrão. (O Estado de S. Paulo)

BNDES muda regra de financiamento
O BNDES anunciou mudanças em suas políticas operacionais e espera desembolsar R$ 100 bilhões este ano. Vai financiar 100% do valor de máquinas para micro e pequenas empresas. (O Globo)

Concorrentes criticam acordo entre Anatel e Telefônica
Para se livrar de multas de R$ 2,2 bilhões, a Telefônica negocia acordo com a Anatel em que se compromete a aplicar R$ 5,4 bilhões em ampliação da cobertura e instalação de 3G e 4G. As concorrentes Tim e Claro acusam a empresa de querer investir onde já há banda larga fixa, usando recursos públicos para aplicar em mercados lucrativos. A Telefônica diz que a fibra óptica será instalada nas periferias. (O Estado de S. Paulo)

Grãos

Teremos a 2ª maior colheita de grãos da história. Isso melhora a condição geral da economia, destaca Celso Ming (O Estado de S. Paulo). (

É preciso resgatar a Embrapa 

Empresa vê-se perdida ante enorme pulverização de seus projetos de pesquisa, estando poucos deles alinhados, de fato, com as novas necessidades dos produtores agropecuários. (O Estado de S. Paulo)

Caberia à imprensa mais ceticismo com suposto ativista

“Planejei ir à Venezuela, chamar atenção e ser preso”, diz em vídeo um sorridente Jonatan Diniz, detido por 11 dias no país vizinho. Resta à mídia fazer um mea culpa, já que embarcou na armação de Diniz com muito pouco ceticismo, escreve Patrícia Campos Mello. ((Folha de S. Paulo)

Brasileiro preso já foi internado
Jonatan Diniz, preso na Venezuela, diz que foi várias vezes internado por causa de sua “mediunidade” e que queria mostrar a realidade daquele país. (O Estado de S. Paulo)

Crivella recorre a segurança privada na folia

Prefeito também quer a volta das Forças Armadas ao patrulhamento das ruas do Rio. O prefeito Marcelo Crivella anunciou ontem que vai contratar 3.300 vigilantes de empresa particular para atuarem nas ruas do Rio durante o carnaval. Ele disse também que pediu ao Ministério da Defesa que as Forças Armadas participem do esquema de segurança da cidade nos dias de folia. Com isso, Crivella espera aumentar a sensação de segurança dos 6,5 milhões foliões que devem participar de desfiles e bailes. O secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, não foi consultado na elaboração do plano de vigilância da prefeitura. (O Globo)