Política

O enriquecimento da família Bolsonaro na política

Na política, Bolsonaro multiplica o patrimônio. Só ensino superior garante ganho crescente de renda. Verba pública paga de show a motocross. BNDES pode levar calote de US$ 2 bilhões no exterior. Morre no Rio o escritor Carlos Heitor Cony. Trump etc.

<b>Reprodução</b> Bolsonaro - De bolso cheio
Reprodução Bolsonaro - De bolso cheio
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 07/01/2018

Família do presidenciável tem 13 imóveis, alguns adquiridos por valores abaixo do mercado

O patrimônio do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) se multiplicou desde 1988, ano em que teve início a carreira política do pré-candidato à Presidência da República. Ele e seus três filhos que exercem mandato são donos de 13 imóveis com valor de mercado de ao menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos valorizados do Rio.

Os bens do parlamentar incluem ainda carros de até R$ 105 mil, aplicações financeiras e outros, em um total de pelo menos R$ 1,7 milhão, como consta na Justiça Eleitoral e em cartórios. Em 1988, Bolsonaro declarava ter um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior do Estado. Desde então, sua única atividade é a política.

A Folha identificou que os principais imóveis registram valor de compra abaixo da avaliação feita pela Prefeitura do Rio na época. Em um dos casos, a proprietária vendeu a Bolsonaro uma casa na Barra da Tijuca com prejuízo de R$ 180 mil em relação ao que havia pago quatro meses antes.

A compra tem, em tese, indícios de operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo critérios de órgão do Ministério da Fazenda. A reportagem procurou Bolsonaro e seus três filhos, e enviou 32 questões a suas assessorias. Só as de Flávio e Carlos deram resposta, mas sem detalhes. (Folha de S. Paulo)

A verdade acima de tudo

As eleições gerais de outubro dirão mais sobre os eleitores do que sobre os eleitos. Das urnas sairá o atestado de maturidade da Nação, escreve O Estado de S. Paulo.

Só ensino superior garante ganho crescente de renda

Em 18 anos, retorno salarial de quem cursou faculdade subiu de 193% para 203%. No caso dos que fizeram apenas o ensino médio, vantagem recuou de 114% para 68,8%.

Quem tem curso superior viu o chamado prêmio por educação, que é quanto uma pessoa ganha a mais por ano de estudo, aumentar entre 1996 e 2014. Nesse período, o retorno para quem tem 16 anos de instrução subiu de 193% para 203%. Já para quem tem apenas o ensino médio, ou 11 anos de estudo, o percentual caiu de 114% para 68,8%, na mesma comparação, aponta levantamento do economista Marcelo Neri, da FGV. Esse movimento reflete tanto o fato de mais jovens completarem o ensino médio quanto a tendência de as empresas exigirem escolaridade cada vez maior. A recessão, que afetou mais os salários dos jovens, agrava o quadro. (O Globo)

Novas escolas disputam professor com altos salários

Colégios com mensalidades de até R$ 8 mil acirram concorrência com tradicionais e aquecem mercado. Novas escolas particulares de elite estão movimentando o mercado de educação em São Paulo com altos salários e propostas inovadoras de currículo. Elas atraem profissionais de colégios tradicionais com salários de até R$ 20 mil, 40% acima da média paga a um professor do ensino médio de escolas tradicionais, e outros benefícios pouco comuns para o setor, informa Renata Cafardo (O Estado de S. Paulo). As mensalidades também entram em um novo patamar. Enquanto as escolas atuais de ponta cobram de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil, nas novas os valores chegam a R$ 8 mil. Para os pais, é a oportunidade de ver o filho trabalhar novas aptidões, como autonomia e empatia. Segundo a educadora Silvia Colello, o surgimento de novos colégios reflete a insatisfação dos pais e professores com o modelo tradicional de escola, mas é preciso ter cautela para não cair em golpes de marketing. 

Origem pode influenciar renda

Cada ano de formação se reflete em aumento de 2,3% na renda de quem estudou no Piauí e veio para São Paulo, ante 13% para fluminenses na mesma situação. (O Estado de S. Paulo)

Governo libera R$ 10,7 bilhões em emendas, maior valor em 4 anos

O valor de emendas parlamentares liberado em 2017 foi o maior dos últimos 4 anos. Foram R$ 10,7 bilhões, 48% mais do que em 2016. De execução obrigatória, as emendas são indicações feitas por deputados e senadores de como o governo deve gastar parte dos recursos do Orçamento e acabam usadas para barganhar apoio em votações importantes. Em dezembro, quando o Planalto tentava votar a Previdência, houve a maior liberação mensal: R$ 3,24 bilhões. (O Estado de S. Paulo)

Verba paga de show a motocross

A lista de emendas parlamentares pagas pelo governo inclui de show de Wesley Safadão a evento de motocross. Pelo menos R$ 5,7 milhões serviram para quitar cachês. (O Estado de S. Paulo)

BNDES pode levar calote de US$ 2 bilhões no exterior

Depois de Venezuela e Moçambique, Angola pode ser o próximo a atrasar pagamentos de empréstimos do BNDES que financiaram obras de empreiteiras brasileiras. O banco tem US$ 4,3 bilhões a receber neste setor – US$ 2 bilhões dos três países. Angola, maior devedor do BNDES, já anunciou pacote de ajuste que prevê a renegociação da dívida externa. A conta dos atrasos ficará com o Tesouro Nacional, mas não há espaço na previsão orçamentária para calotes. (O Estado de S. Paulo)

Acordo

TCU pode atrapalhar acordo entre Petrobras e investidores, opina Lauro Jardim (O Globo)

Venda de comida puxa a melhora do emprego

Marmitas na calçada e sanduíches na praia ajudaram quase 250 mil brasileiros a deixar o desemprego no último ano. Do terceiro trimestre de 2016 ao mesmo período de 2017, o número de vendedores de comida saltou de 254 mil para 501 mil.

Em 2015, esse patamar rondava os 100 mil, segundo o IBGE. O avanço desses ambulantes correspondeu a cerca de 11% da geração de vagas de emprego informal, que sustentam a melhora do índice, no trimestre encerrado em outubro. (Folha de S. Paulo)

A recuperação da indústria

Há um conjunto de fatores que ajudaram a expansão dos negócios em 2017. Preservação desse quadro depende da política, opina O Estado de S. Paulo.

As revelações de 30 anos de corrupção

Condenado no mensalão e na Lava-Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa conta a Bela Megale (O Globo) os meandros da corrupção em 30 anos de vida pública e lembra histórias da cadeia com Dirceu e Odebrecht.

Uma virada simbólica

Os fatos da virada do ano, das trocas no Ministério a seus reflexos na Câmara, demonstram a irrelevância do comando do país e a debilidade das instituições, segundo José Casado (O Globo).

Coragem

Candidatos às eleições deste ano precisam ter coragem de atacar o sequestro do Estado, escrevem Bernardinho e Marcelo Trindade (O Globo).

Anacronismo

Jefferson é o anacronismo da nossa elite iluminada e reformista, escreve Elio Gaspari (O Globo)

Sensação

Divórcio entre os números e a sensação nas ruas, comenta Míriam Leitão (O Globo)

Espicaçado

Alckmin é a única opção do centro, mas é espicaçado por FHC, aliados e governo, segundo Eliane Cantanhêde. (O Estado de S. Paulo)

Xeque

Governo iniciou 2018 com o pé esquerdo e põe em xeque votação da Previdência, opina Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo).

Inovar

Correios seguem líderes do setor no Brasil, mas têm de investir e inovar para sobreviver, segundo Celso Ming (O Estado de S. Paulo).

Expulso

Brasileiro detido na Venezuela é expulso e vai para os Estados Unidos. (Folha de S. Paulo)

Morre no Rio o escritor Carlos Heitor Cony, 91

O escritor e jornalista Carlos Heitor Cony morreu na noite de sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 91 anos. O colunista da Folha, que escrevia aos domingos na página A2, sofreu falência múltipla de órgãos. Notabilizou-se como romancista de texto conciso e cronista de estilo agudo e lírico, analisa Bernardo Ajzenberg.

Em 2000, ao assumir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, definiu-se como “anarquista entristecido, humilde e inofensivo”. Teve problemas de fala na infância e passou pelo seminário. Prolífico, sua produção reúne 65 publicações.

No jornalismo, destacou-se pela crítica pública ao golpe de 1964. (Folha de S. Paulo)

O Rio no buraco

Calçadas esburacadas e tomadas por camelôs e moradores de rua, jardins invadidos pelo mato e obras interrompidas ou em ritmo lento são marcas, nas ruas do Rio, do primeiro ano da administração de Marcelo Crivella (O Globo). Apaixonados pela cidade dão sugestões para o Rio dar a volta por cima.

Paraguai faz lei anticontrabando

O Senado do Paraguai aprovou lei para rastrear o cigarro produzido no país. A proposta, que precisa passar pela Câmara, virou objeto de disputa política. (O Estado de S. Paulo)

Trump afirma ser ‘mentalmente estável’ e ‘gênio’

Em meio à polêmica gerada por livro que o descreve como errático e inseguro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ontem ser “um gênio muito estável”. É a primeira vez que ele vem a público, desde que chegou à Casa Branca, para rebater questionamentos sobre sua sanidade. (Folha de S. Paulo)