Política

Incerteza - Pesquisa impulsiona Lula no noticiário

Lula se fortalece para 2018 e Bolsonaro se consolida em 2º. O efeito "toga" é a principal variável, afirma colunista. Marina Silva decide lançar pré-candidatura à Presidência. Um policial militar é morto a cada 5 dias no Estado de SP. Impostos etc.

<b>Reprodução</b> Lula e Marina Silva já foram aliados
Reprodução Lula e Marina Silva já foram aliados
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo - UOL
Publicado em 03/12/2017

Lula se fortalece para 2018 e Bolsonaro se consolida em 2º

29% do eleitores seguiriam bênção do petista, se ele fosse barrado, mas rejeitam opções,diz Datafolha. O ex-presidente Lula (PT) se fortaleceu e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado em segundo lugar na corrida presidencial de 2018, afirma pesquisado Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de novembro. A constatação coincide com o momento no qual o PSDB tenta emplacar o governador paulista Geraldo Alckmin como o candidato das forças de centro no pleito. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.O petista,líder nos cenários em que aparece, ampliou em quatro pontos percentuais a vantagem, em relação a pesquisa em setembro, no embate direto com Alckmin (52% a 30%), Marina Silva (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%). A candidatura de Lula pode ser barrada pela Lei da Ficha Limpa, se a condenação no caso do tríplex for confirmada em segunda instância. Do total, 29% dos eleitores votariam “com certeza” no candidato apoiado por ele. Mas há rejeição aos aventados pela sigla. Só 14% aceitariam Fernando Haddad.O ministro Henrique Meirelles (Fazenda),do PSD, tem até 2% das intenções. (Folha de S. Paulo)

‘Efeito toga’ tornou-se principal variável de 2018

No momento, não há nada mais equivocado na análise da conjuntura eleitoral brasileira do que ter certeza. A leitura fria dos dados expostos na mais recente pesquisa do Datafolha induz à falsa conclusão de que a sucessão presidencial vai se consolidando como uma batalha entre o pseudo-esquerdista Lula e o ultra-direitista Jair Bolsonaro. Mas a contrução do cenário de 2018 já não depende apenas do eleitor. A situação penal do candidato do PT converteu o Judiciário num protagonista da disputa sucessória. O “efeito toga” injeta no processo um quê de imponderável, escreve Josias de Souza em seu blog no UOL. (...)
O primeiro estágio da ruína penal de Lula é o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que deve confirmar entre o final de março e o início de maio a condenação imposta por Sergio Moro no caso do Tríplex do Guarujá. Com isso, Lula viraria um ficha-suja. Pior: se o Supremo Tribunal Federal não modificar a regra que permite a prisão de condenados na segunda instância, o juiz da Lava Jato estará autorizado a enviar o candidato do PT para o xadrez. (...)
Em reunião com a cúpula do PSB, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), disse que seu partido não analisa alternativas. Levará a candidatura de Lula às últimas consequências. (...)
Ou seja: os destinos da sucessão de 2018 passam pelo TRF-4, pela 13ª Vara de Curitiba, pelo STF e pelo TSE. Considerando-se o caráter lotérico que permeia as decisões judiciais no Brasil, a única previsão segura que se pode fazer sobre 2018 é que o “efeito toga” torna a disputa, por ora, imprevisível.
A ‘grande família’ de Bolsonaro
O presidenciável Jair Bolsonaro, segundo O Globo, empregou ex-mulher, irmã dela e o pai das duas em seu gabinete e nos de seus filhos. Ele diz que agiu dentro da lei.

Marina Silva decide lançar pré-candidatura à Presidência

Após período que chamou de “ciclo de reflexão”, Marina Silva decidiu se lançar pré-candidata à Presidência.“O compromisso e o senso de responsabilidade me convocam”, disse neste sábado, em Brasília. Ao lado de Alckmin, Temer afirmou no mesmo dia, no interior paulista, que o desembarque do PSDB do governo será “de modo cortês e elegante”. (Folha de S. Paulo)

‘Governo populista não faz bem à economia’

Para Fabio Schvartsman, presidente da Vale, o populismo produz benefícios em um primeiro momento, mas “a conta vem depois”. “Passamos por duríssimo aprendizado nos últimos anos.” Ele acredita ainda que 2018 será um ano volátil por causa da campanha. (O Estado de S. Paulo)

Não fico à vontade com político, sou do futebol, afirma Tite

Para o técnico da Seleção,Tite, não se deve confundir política com futebol. “Não me sentiria à vontade com político. Meu meio é o futebol”,disse à Folha neste sábado, em Moscou, um dia após o sorteio dos grupos da Copa. Ele não gostou de ter de viajar 7.376 km na primeira fase. “Lastimo”. (Folha de S. Paulo)

Fernando Segóvia - Monopólio para celebrar delação é inconveniente

O STF está na iminência de decidir se há monopólio para recebimento e processamento da delação premiada. Acredita-se que a capacidade e a legitimidade da Polícia Federal para firmar tais acordos encontrarão o devido respaldo, e que novas operações Lava-Jato se espalharão. (Folha de S. Paulo)

Eike

PF descobre que Eike Batista tem 35 empresas, escreve Ancelmo Gois (O Globo).

Um policial militar é morto a cada 5 dias no Estado de SP

Foram 1.147 assassinatos desde 2001 e 43 só neste ano; número de feridos passa de 3 mil em 30 meses. Desde 2001, 1.147 policiais militares foram assassinados no Estado de São Paulo, o equivalente a dois batalhões, informa Marcelo Godoy (O Estado de S. Paulo). Só em 2017, até outubro, 43 PMs foram mortos, número que supera a média mensal dos dois últimos anos. A grande maioria, ou 85%, é assassinada na folga e metade é vítima de atentados. Os dados são da própria PM, que também contabiliza um grande contingente de feridos: 3.131 homens foram afastados por esse motivo desde 2015. “Nós somos treinados para ser super-heróis, mas na verdade nós não somos”, resume o soldado Gilson Ribeiro, de 36 anos, que ficou paraplégico depois de ser atacado por bandidos. 

Uma sucessão kafkiana de erros

Luiz Maklouf Carvalho conta a história “kafkiana” do reitor que se suicidou em Florianópolis e do pedido de investigação do caso.(O Estado de S. Paulo)


Confusão de impostos de R$ 549 bilhões.

A estrutura tributária brasileira, com regras complexas e, muitas vezes, conflitantes, fomenta o litígio, afirmam especialistas. Um mesmo produto pode ser classificado de maneira diferente por órgãos do governo. Isso acarreta um risco bilionário: levantamento mostra que, no ano passado, 35 grandes empresas brasileiras informaram, em seus balanços, que podem ter perdas de até R$ 549 bilhões em disputas sobre impostos. (O Globo)

A ficção que trava a reforma

Na falta de motivos defensáveis para atrasar a votação da reforma da Previdência, parlamentares criam teses absurdas. (O Estado de S. Paulo)

Na rotina do carioca, exemplos de honestidade

No VLT, onde não há cobrador, calote é inferior a 10%. Em meio a casos de corrupção que só no Rio levaram três ex-governadores para a cadeia, o carioca dá exemplos no dia a dia de que a falta de honestidade não é regra. No VLT, onde não há cobradores, a taxa de passageiros que viajam sem pagar passagem não chega a 10%, muito abaixo dos 30% previstos no contrato com a concessionária do sistema de bondes modernos que circulam pelas regiões central e portuária. Há outros bons exemplos espalhados pela cidade, revela Rafael Galdo (O Globo). Na Urca, alunos da UniRio criaram o “murinho da honestidade”, onde estudantes deixam bolos e salgadinhos à venda e vão para as aulas. Ali, também, os desonestos são minoria.