Política

Planilha de R$ 700 mil é elo com Lula, diz delator

Tribunal que vai julgar Lula acelera trâmite de ações. PSDB chega a acordo, e Alckmin assumirá sigla. Bancos e poupadores fecham acordo de indenização de R$ 10 bilhões. Intermitente pode ter de pagar para trabalhar. Racismo contra Titi etc.

<b>Reprodução</b> Lula em caravana na Bahia
Reprodução Lula em caravana na Bahia
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 28/11/2017

Um dos delatores da Odebrecht entregou à Justiça Federal planilha de gastos de R$ 700 mil, que teriam sido repassados pelo departamento de propina da empreiteira para a compra de materiais para a reforma do sítio de Atibaia. As obras teriam beneficiado o ex-presidente Lula, que frequentava a propriedade, escreve O Globo. Para procuradores, 2018 é a ‘batalha final’ da Lava-Jato.

Tribunal que vai julgar Lula acelera trâmite de ações

A tramitação de processos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que julgará recurso do ex-presidente Lula (PT), ficou mais rápida. Desde outubro, foram julgadas cinco ações da Lava Jato, consecutivamente, que levaram menos de dez meses da chegada à corte até o fim da votação. A média é de 12 meses, escreve a Folha de S. Paulo.

PSDB chega a acordo, e Alckmin assumirá sigla

Decisão fortalece governador de SP como nome tucano para a Presidência. Após quase um mês de disputa entre as candidaturas de Tasso Jereissati (senador pelo Ceará) e Marconi Perillo (governador de Goiás) para a presidência do partido, o PSDB chegou a acordo em tomo do governador Geraldo Alckmin (SP). A decisão fortalece Alckmin, favorito no PSDB para a disputa à Presidência da República em 2018. Ele terá o desafio de unir o partido, rachado por divergências em tomo do apoio ao governo Temer (PMDB) e às medidas por ele defendidas. A ala de Tasso é crítica ao Planalto e condena a troca de cargos por suporte político. Alckmin considera a atitude “radical” e teme que ela isole o PSDB. O governador de SP já vislumbra alianças com outras legendas para fortalecer sua candidatura. Perillo tinha o apoio do senador Aécio Neves, licenciado da presidência do PSDB desde maio, quando se tornou alvo de delação da JBS. O nome de Alckmin deverá ser oficializado na convenção tucana, que ocorre no dia 9 de dezembro, reporta a Folha de S. Paulo.

Alckmin assume PSDB e articula coalizão de centro

Partido se alinha e monta estratégia para buscar apoio eleitoral. Pacificação interna, no entanto, não garante unanimidade entre os tucanos na escolha do pré-candidato à Presidência. O apresentador Luciano Huck descartou uma candidatura ao Palácio do Planalto. O senador Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo, retiraram ontem suas candidaturas à presidência do PSDB em favor do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que assume a sigla de olho no alinhamento de forças para 2018. A estratégia do tucano, pré-candidato à Presidência da República, é tentar atrair os partidos de centro em torno de seu nome. Apesar da aparente unanimidade, ainda não há certeza se Alckmin será aclamado candidato ou se ainda enfrentará disputa interna. O Globo reporta que o apresentador Luciano Huck descartou ontem a possibilidade de se candidatar em 2018. Alckmin precisará dar um rosto ao partido, hoje desfigurado, opina Lydia Medeiros. Aliança ampla - Sem Huck e Doria, Alckmin deve pavimentar o caminho para uma aliança ampla, escreve Vera Magalhães. O caminho de Alckmin fica mais fácil. Agora falta combinar com os eleitores, comenta Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo).

Por unidade, Alckmin aceita presidir o PSDB

Geraldo Alckmin aceitou comandar o PSDB. O senador Tasso Jereissati (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, desistiram da disputa e abriram caminho para o governador de SP assumir o comando da legenda e fortalecer seu nome como candidato à Presidência da República, segundo O Estado de S. Paulo.

Tucanos querem concessão a servidores na Previdência

No projeto de reforma da Previdência, o PSDB vai propor uma regra de transição especial para servidores públicos que ingressaram no sistema até 2003, escreve O Globo. O partido defenderá também aposentadoria integral por invalidez e permissão para acúmulo de benefícios até o teto do INSS.

Texto tucano apregoa Estado ‘nem máximo nem mínimo*

O documento “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos”, que deve orientar o PSDB na campanha de 2018, é um manifesto liberal com acenos à esquerda. Elaborado pelo Instituto Teotônio Vilela e aprimorado por expoentes tucanos, propaga que o Estado não deve ser “nem máximo nem mínimo” e propõe “choque de capitalismo” e redução da máquina pública, segundo a Folha de S. Paulo.

A política vai ter de se virar para entregar o novo

O eleitor exige o novo em 2018, e a política que se vire para entregar. A busca do novo parte da recusa ao velho, disfuncional, e essa também tem dois aspectos: a rejeição à corrupção e à própria ideia de fazer política. Por isso é tão difícil aceitar Lula ou Alckmin como novos, opina Joel Pinheiro da Fonseca (Folha de S. Paulo).

Bancos e poupadores fecham acordo de indenização de R$ 10 bilhões

Valor se refere a perdas sofridas por cerca de 1 milhão de clientes em planos do governo nas décadas de 1980 e 1990; palavra final sobre caso caberá ao Supremo. Em disputa que já dura 24 anos, instituições financeiras e poupadores chegaram a acordo sobre a indenização a ser paga aos clientes por perdas acarretadas pelos planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990. O valor total será de pouco mais de R$ 10 bilhões, para mais de 1 milhão de ações judiciais. Terão direito ao ressarcimento os poupadores que integram as ações coletivas representadas no acordo. Quem não faz parte dessas ações e reclama indenização poderá aderir num prazo ainda a ser divulgado, mas terá de apresentar as comprovações exigidas e retirar eventual ação isolada. As ações individuais não farão parte do acordo e continuarão tramitando na Justiça. O entendimento foi alcançado em reunião na Advocacia-Geral da União (AGU). Na próxima semana, a minuta deve ser enviada ao STF, que dará a palavra final. A indenização vai ser paga aos poupadores em até três anos. O Estado de S. Paulo escreve que haverá um cronograma com critérios como valor a ser pago e idade do poupador. 

Bancos fecham acordo de R$ 10 bilhões com poupadores

Acordo entre poupadores e bancos prevê indenizações de cerca de R$ 10 bilhões pelas perdas provocadas por planos econômicos dos anos 1980 e 1990. A maior parte deverá ser parcelada. O texto ainda precisa ser finalizado e validado pelo STF para encerrar mais de 1 milhão de ações, reporta a Folha de S. Paulo.

Previdência pode ficar para fevereiro, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, segundo O Estado de S. Paulo, disse ontem que há pouco tempo para votar a Previdência em dois turnos antes do recesso. Henrique Meirelles (Fazenda) afirmou que é “viável” aprovar o texto até 6 de dezembro.

Intermitente pode ter de pagar para trabalhar
Pelas novas regras da lei trabalhista, o intermitente que ganha menos de um salário mínimo terá de complementar a contribuição ao INSS. O Estado de S. Paulo calcula que um trabalhador que ganha R$ 115,44 terá de desembolsar R$ 164,31 por mês para se aposentar. A hora da coragem - A falácia do superávit do sistema previdenciário já ficou para trás, opina o jornal. É imperioso, agora, desmistificar o discurso da “cassação dos direitos dos trabalhadores”.

Ensino superior no Rio - Só 7 faculdades têm nota máxima

Das 124 instituições de ensino superior do Rio avaliadas pelo MEC, apenas sete (5,6%) atingiram a nota máxima. Ainda assim, segundo O Globo, a situação é melhor que a média do país.

Racismo contra Titi - Agressora pode ser condenada a 3 anos

O ator Bruno Gagliasso denunciou à polícia a mulher que usou redes sociais para fazer ofensas raciais à sua filha, Titi, de 4 anos, escreve O Globo. A criminosa, que está no Canadá, pode ser condenada a até três anos de prisão.

Violência no Rio para clínica médica duas vezes por dia

Unidades básicas de saúde, as Clínicas da Família refletem a piora na violência no Rio. Protocolo desenvolvido pela Cruz Vermelha indica que a cada dia de 2017 alguma teve de fechar as portas em média duas vezes devido a riscos. Interrupções nos atendimentos subiram 65% em relação a 2016, informa a Folha de S. Paulo.