Política

Planalto sem votos. Câmara retoma ameaça à Lava Jato

Planalto não tem votos para aprovar projetos, diz Maia. Câmara desengaveta texto de ameaça à Lava Jato. STF - Barroso x Gilmar. R$ 71 milhões em conta de Teixeira. Justiça suspende liminar e governo faz leilão do pré-sal. Mortes no Rio. Enem etc

<b>Reprodução</b> Temer e Rodrigo Maia
Reprodução Temer e Rodrigo Maia
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo - Veja
Publicado em 27/10/2017

Planalto não tem votos para aprovar projetos, diz Maia. Para presidente da Câmara, barrar denúncias contra Temer gerou desgaste. O governo de Michel Temer (PMDB) não tem mais os votos necessários para aprovar projetos importantes na Câmara dos Deputados. É o que diz o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista a Bernardo Mello Franco, na Folha de S. Paulo. Para Maia, o Planalto ficou desgastado ao tentar — e conseguir— barrar na Câmara as duas denúncias da Pro-curadoria-Geral da República contra o presidente, sob acusação de corrupção, de obstruir a Justiça e de chefiar organização criminosa. “Qualquer matéria polêmica vai precisar de uma reorganização da base”, diz. Além de melhorar a relação com o Congresso, Temer precisará, segundo Maia, controlar aliados que cultivam intrigas. “O governo tem bocas falando demais.” Maia negou que será candidato a um cargo executivo nas eleições do ano que vem, seja para a Presidência ou para o governo do Rio. Tentará, afirma, a reeleição na Câmara. “Sou candidato a deputado federal. Sei o meu tamanho.” Deputado favorável ao governo recebeu em média 40% a mais em emendas. O Diário Oficial da União começa a publicar hoje as demissões de apadrinhados de deputados que votaram a favor da abertura de processo contra Michel Temer, escreve a Coluna do Estadão. Futuro - 2018 depende do futuro da Lava Jato e do governo Temer, escreve Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo). As duas coisas andam juntas. 

Temer prioriza reforma da Previdência, mas base resiste

Líderes dos principais partidos que apoiam o governo avisam que tema dificilmente avançará no Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniu ontem com ministros da equipe econômica do governo e, apesar de a reforma da Previdência ter sido definida como prioridade após a rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, líderes dos principais partidos da base aliada disseram que dificilmente a matéria avançará no Congresso até as eleições de 2018. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) reconheceu que a proximidade da campanha eleitoral dificulta a aprovação de medidas “mais custosas do ponto de vista popular”. Mesmo um texto mais enxuto da proposta de emenda à Constituição (PEC) e projetos de lei de menor alcance que complementem as mudanças são considerados de aprovação improvável, segundo O Estado de S. Paulo.

A verdade venceu, opina presidente após votação na Câmara

Um dia após obter vitória magra na votação de denúncia na Câmara, o presidente Michel Temer gravou vídeo em que disse que as instituições do país foram “testadas de forma dramática”. De acordo com ele, “a verdade venceu”. O Estado de S. Paulo escreve que Temer afirmou que agora é hora de focar a retomada da economia.

Demonstração de força

A única oposição de fato ao presidente Michel Temer se limita hoje às redes sociais e aos partidos desalojados do poder depois do impeachment de Dilma Rousseff, escreve O Estado de S. Paulo.
Projeto contra abuso de juiz avança

Após barrar denúncia contra Temer, Câmara desengaveta texto.

Um dia após a derrubada da segunda denúncia contra Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criou comissão para analisar o projeto de lei sobre abuso de autoridade, aprovado no Senado e que estava parado há seis meses na Casa, escreve O Globo. A proposta é vista por juízes e procuradores como tentativa de barrar investigações como as da Lava-Jato, já que visa a coibir exageros de autoridades em apurações criminais, especialmente em relação a prisões preventivas e conduções coercitivas.

Barroso acusa Gilmar de leniência com crime de colarinho-branco

Em bate-boca no STF, segundo O Globo, o ministro Luís Roberto Barroso acusou o colega Gilmar Mendes de ser “parceiro da leniência com o crime de colarinho-branco”. Gilmar reagiu: ‘‘Não sou advogado de bandidos internacionais."

Barroso e Gilmar trocam acusações no plenário do STF

Em bate-boca no STF, segundo O Estado de S. Paulo, o ministro Luís Roberto Barroso disse que o colega Gilmar Mendes tem “parceria com a leniência” na criminalidade. Na mesma sessão, Gilmar afirmou não ser “advogado de bandidos internacionais”, em referência ao italiano Cesare Battisti, para quem Barroso já advogou. 

Quem soltou José Dirceu?

Deltan Dallagnol esclareceu quem soltou José Dirceu, tema do bate-boca entre Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, segundo O Antagonista.

Ele disse no Facebook:

“Quem soltou Dirceu foram na verdade Gilmar, Toffoli e Lewandowski, em decisão que revogou a preventiva e que, como apontei na época, fugia completamente do padrão de decisões anteriores desses mesmos ministros. Por isso está correto Barroso em frisar que a lei deve valer para todos e que não comunga com a leniência de Gilmar com réus do colarinho branco.”

França descobre R$ 71 milhões em conta de Teixeira

Suspeito de ter participado de compra de votos para que o Catar fosse eleito sede da Copa de 2022, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira teve uma conta com US$ 22 milhões (R$ 71,1 milhões) identificada por procuradores franceses em banco de Mônaco, informam Andrei Netto e Jamil Chade (O Estado de S. Paulo). Teixeira não se pronunciou.

Cabral irá para Campo Grande

Preso no Rio, o ex-governador Sérgio Cabral vai ser transferido para o presídio federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que tem poucos criminosos enviados pelo estado. (O Globo)

Governo arrecada R$ 6,15 bilhões com leilão do pré-sal
Foi a primeira série licitações do pré-sal sob a nova regra que desobriga a Petrobras a participar como sócia em todos os projetos.O leilão de campos do pré-sal realizado nesta sexta-feira teve seis dos oito blocos arrematados, gerando uma receita de 6,15 bilhões de reais em bônus de assinatura ao governo federal. Com isso, o montante é 1,6 bilhão de reais a menos do que o previsto inicialmente (7,75 bilhões de reais). Foi a primeira série licitações do pré-sal sob a nova regra que desobriga a Petrobras a participar como sócia em todos os projetos, escreve a Veja, com o Estadão Conteúdo.

No total, foram realizadas duas rodadas de licitação do pré-sal nesta sexta – 2ª e 3ª rodadas, a contar do início da venda de blocos da área. A Petrobras e a Shell foram as petroleiras que mais compraram no leilão, e venceram em parceria a disputa pelo campo no entorno de Sapinhoá, na bacia de Santos. No total, sete empresas venceram a 2ª Rodada e seis a 3ª Rodada.

Para o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, considerou o resultado como bem-sucedido “Os resultados superam em muito as nossas expectativas”, disse a jornalistas após o processo.

O leilão foi realizado sob o regime de partilha, sistema que é utilizado em campos de petróleo estratégicos e nas áreas do pré-sal. O modelo prevê que os custos da exploração são definidos em óleo. O restante do petróleo no campo, chamado de “excedente”, é divido entre a empresa exploradora e a União. Vence a disputa a empresa que fizer a maior oferta de petróleo ao governo.

Na noite de quinta-feira, a Justiça Federal do Amazonas suspendeu o certame, mas a Advocacia Geral da União (AGU) recorreu contra a liminar e o leilão teve início no fim da manhã desta sexta-feira, com atraso, visto que estava previsto para as 9 horas. O leilão ocorreu no hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Partilha no pré-sal pode mudar

O governo quer mudar as regras de exploração do pré-sal. O regime de partilha, no qual a União se mantém como dona do petróleo, deve ser substituído pelo modelo de concessões, já usado hoje em outras áreas, escreve O Globo. Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o projeto será levado ao Congresso este ano.

Temer busca aval do TCU para injetar R$ 10 bilhões na Caixa

O presidente Temer tenta o aval do Tribunal de Contas da União para capitalizar a Caixa Econômica Federal, que precisa de cerca de R$ 10 bilhões para se adequar a novas regras internacionais de segurança. A Folha de S. Paulo escreve que, a pedido do governo, a corte vai abrir processo para analisar as operações que injetariam dinheiro novo no banco.

Venceu a bancada do Refis

Os sonegadores e maus pagadores de impostos, segundo O Estado de S. Paulo, ganharam mais um custoso presente.

Esquerda

Luciano Huck candidato é caminho para a esquerda triunfar, escreve Reinaldo Azevedo (Folha de S. Paulo).

Operação


Ilan Goldfajn, escreve Paulo Nogueira Batista Jr. (O Globo), liderou operação para o afastar do Banco do Brics

Até quando? Comandante de batalhão da PM é morto

Oficial foi executado por assaltantes ao reagir a arrastão no Méier. Comandante do batalhão da PM no Méier, o coronel Luiz Gustavo Teixeira, de 48 anos, foi executado ao reagir a um arrastão, ontem à tarde, numa rua movimentada do bairro. O carro com o oficial foi atingido por pelo menos 18 tiros. Quatro bandidos participaram da execução, segundo O Globo. O número de carros roubados esse ano no Méier é o maior desde 2009: de janeiro a agosto, foram 407. Já 112 é o total de policiais militares mortos este ano no Estado do Rio. Três horas após a execução do comandante do batalhão da Polícia Militar no Méier, o cabo Djalma Veríssimo Pequeno foi assassinado num shopping de Guadalupe ao tentar impedir o roubo a uma joalheria. Um colega de farda que acompanhava o cabo também foi baleado. Portar fuzil agora é crime hediondo - O presidente Temer sancionou a lei que torna crime hediondo o porte ilegal de fuzis e outras armas de uso exclusivo de militares. 

Comandante da PM é fuzilado em rua do Rio

O tenente-coronel Luis Gustavo Teixeira, comandante do 3.º Batalhão, morreu depois de ter o carro atingido por pelo menos 17 tiros, ontem, no Méier, zona norte do Rio. A polícia chegou a classificar o crime como atentado e depois mudou a versão: o oficial teria sido vítima de um arrastão, escreve O Estado de S. Paulo.

Na Rocinha, vítima da vez só tem 12 anos

Na Rocinha, a vítima agora foi uma menina de 12 anos, atingida na barriga por uma bala perdida anteontem à noite, ao sair de uma igreja evangélica na favela. Enquanto ela era operada no Miguel Couto, a imagem do sofrimento do pai na porta do hospital emocionou o Rio. Segundo os médicos, a adolescente já não corre risco de vida. Testemunhas dizem que os tiros foram disparados por um assaltante armado que invadiu um mercado próximo à Igreja Nova Aliança Cristã, onde estavam a adolescente e a sua família. O Globo reporta que o alvo teria sido um funcionário que saiu correndo do mercado para alertar policiais da UPP.

Enem: Justiça manda mudar redação

Decisão, segundo O Globo, suspende critério de correção que prevê anular quem pregar contra direitos humanos.