Política

Quadrilhas do andar de cima comandam o Brasil

Janot pede prisão de Joesley, Ricardo Saud e de ex-procurador. ‘Quadrilhão’ do PMDB é alvo de nova denúncia da PGR. Palocci reforçou acusação da Odebrecht contra Lula. A ação contra Temer. Desigualdade no Brasil não caiu. Terremoto e medo

<b>Reprodução</b> Renan, Jucá e Sarney
Reprodução Renan, Jucá e Sarney
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 09/09/2017

Executivos teriam omitido informações em delação; decisão está com Edson Fachin. O procurador-geral, Rodrigo Janot, mandou ontem para o Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de prisão do dono da J&F, Joesley Batista, do executivo do grupo Ricardo Saud e do ex-procurador Marcelo Miller, segundo O Estado de S. Paulo. A decisão cabe ao ministro Edson Fachin, relator do caso na Corte. Os pedidos foram motivados pela gravação entregue à Polícia Federal, divulgada na segunda- feira, em que Joesley e Saud falam sobre suposta interferência de Miller nas tratativas da delação premiada feita pelos executivos. O exprocurador ainda era integrante do Ministério Público quando começou a conversar com os delatores e só foi exonerado meses depois. A avaliação é de que Miller pode ter usado informações privilegiadas e incorrido no crime de obstrução da Justiça. Contra Joesley e Saud pesa a suspeita de que teriam escolhido as provas que levariam ao conhecimento do Ministério Público. A J&F disse que não havia sido informada sobre o pedido de prisão dos executivos. Miller nega a prática de crimes. Compra de influência - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, determinou a abertura de investigação sobre uma suposta tentativa de advogados ligados à J&F de influenciar decisões do Judiciário.

Janot pede a prisão de Joesley e ex-procurador

STF decidirá se executivos da JBS terão revogados os benefícios da delação. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal pedido de prisão de Joesley Batista, dono da JBS, Ricardo Saud, diretor da empresa, e do ex-procurador Marcello Miller, que era braço direito do próprio Janot. A solicitação será analisada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo. O pedido ocorreu após dois dias de depoimentos dos personagens da polêmica criada após a divulgação de um áudio no qual Joesley e Saud sugeriam que Miller, então auxiliar de Janot, os ajudou na costura da delação premiada do grupo. Há a suspeita de que Miller, que depois advogou para a JBS, teria orientado a gravação que Joesley fez com Michel Temer em março, escreve a Folha de S. Paulo. Os delatores e o ex-procurador negam acerto.

‘Quadrilhão’ do PMDB é alvo de nova denúncia da PGR

Rodrigo Janot apresentou ontem denúncia por organização criminosa contra líderes do PMDB acusados de receber R$ 864 milhões em propina por contratos na Petrobrás, escreve O Estado de S. Paulo. Os alvos foram os senadores Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Edison Lobão (MA), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA) e os ex-senadores José Sarney e Sérgio Machado.

Janot denuncia cúpula do PMDB do Senado

Renan, Jucá, Jader, Lobão e Sarney são acusados de organização criminosa. Grupo é suspeito de controlar diretorias da Petrobras e de causar prejuízo de R$ 5,5 bilhões. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao STF a cúpula do PMDB do Senado sob suspeita de comandar uma organização criminosa que controlava diretorias da Petrobras. Foram alvo da denúncia os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison Lobão, Jader Barbalho e Valdir Raupp, o ex-presidente da República José Sarney e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. O grupo, segundo Janot, teria recebido R$ 864 milhões de propina e causado prejuízo de R$ 5,5 bilhões, escreve O Globo. O chamado PMDB da Câmara deve ser o próximo alvo do procurador-geral.

Palocci reforçou acusação da Odebrecht

O depoimento de Antonio Palocci confirmou delações de executivos da Odebrecht sobre Lula em pontos-chave, como a reforma do sítio de Atibaia, bancada pela empresa para o petista. Palocci, na opinião de Zuenir Ventura (O Globo), fez estrago definitivo em Lula e no PT.
Gratidão

Palocci, na opinião de João Domingos (O Estado de S. Paulo) percebeu que proteger Lula não resultaria em gratidão.

Plenário do STF avaliará se barra ação contra Temer

O ministro Edson Fachin, do STF, mandou para o plenário o pedido da defesa de Michel Temer para barrar nova denúncia da PGR. O Estado de S. Paulo reporta que ele deve fazer o mesmo com ação contra Rodrigo Janot.
Geddel, o sorrateiro

Ex-ministro Geddel Vieira Lima chega a Brasília, onde ficará preso. Ele foi detido ontem, dois dias após a PF ter descoberto mais de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador. Segundo o juiz Vallisney de Souza Oliveira, há indícios de lavagem de dinheiro e “reiteração da conduta criminosa”, o que justifica a prisão. Para o magistrado, em O Estado de S. Paulo, Geddel age de “forma sorrateira”.
Credibilidade do STF definha, mas há um caminho

A credibilidade do Supremo Tribunal Federal definha, mas a corte é capaz de exercer a função moderadora que dela se espera. Como isso é possível? Criar metas e programas de longo prazo, que não se interrompam nas trocas de comando, gerir bem recursos orçamentários e processos, irradiar sinais de austeridade e, se necessário, descontentar opinião pública, corporações e governos. Luís F. Carvalho Filho (Folha de S. Paulo) escreve que o caminho existe.

Desigualdade no Brasil não caiu, diz estudo de Piketty

Pesquisa do instituto co-dirigido pelo economista francês Thomas Piketty concluiu que a desigualdade de renda no Brasil não foi reduzida entre 2001 e 2015. Segundo o estudo do World Wealth and Income Database, divulgado pela Folha de S. Paulo, os 10% mais ricos aumentaram sua fatia na renda nacional de 54% para 55% no período, e os 50% mais pobres passaram de 11% para 12%.

Das 151 estatais, metade é obsoleta

Estudo da FGV mostra que, das 151 estatais da União, metade deveria ser privatizada por não ter função social ou por atuar em área na qual há interesse da iniciativa privada, segundo O Globo.

Terremoto de 8,2 graus no México deixa 61 mortos

O terremoto registrado no México e sentido na Guatemala e em El Salvador atingiu magnitude de 8,2 graus e foi considerado o mais forte dos últimos anos no país. O tremor aconteceu a 100 quilômetros do litoral de Chiapas, no sul mexicano, e a 69 km de profundidade. O Estado de S. Paulo escreve que as autoridades alertam para a possibilidade de novo abalo, de forte intensidade, nos próximos dias. Vários prédios desabaram em Juchitán, no Estado de Oaxaca, uma das cidades mais atingidas.

Medo na Flórida

A Flórida se prepara para a chegada do furacão Irma, amanhã. Ele chegou a ser rebaixado ontem, mas voltou à categoria 5 no início desta madrugada. Voos para o Brasil foram cancelados, reporta O Estado de S. Paulo.