Política

Políticos brasileiros não representam a sociedade

94% dos eleitores não se veem representados por políticos. Lulécio 2018. O doleiro Funaro e Temer. Partidos nanicos ganham fôlego. Odebrecht oculta fatos em delação. Joesley na mira. Estado de São Paulo tem 1 roubo a cada 30 segundos etc.

<b>Reprodução</b> Plenário do Senado
Reprodução Plenário do Senado
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 13/08/2017

Pesquisa inédita do Ipsos mostra rejeição generalizada à classe política; até a democracia é questionada.

A pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partido, e ao atual sistema de governo. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, 94% dos eleitores não se sentem representados pelos políticos em quem já votaram – a taxa mais baixa desde novembro do ano passado. A onda de negativismo atinge até a democracia, segundo O Estado de S. Paulo: só metade da população considera que esse é o melhor regime para o Brasil e um terço afirma que não é. Quando os eleitores são questionados especificamente sobre a democracia que de fato é adotada no País, a taxa de apoio é ainda mais baixa: 38% consideram que é o melhor regime, 47% discordam.

Brasil muda regras a cada eleição desde os anos 90
País acumula uma mudança eleitoral a cada disputa desde a redemocratização. Entre 1993, quando acabou o prazo para a implementação das disposições transitórias da Constituição de 1988, e 2015, quando foi feita a última minirreforma política, as regras do jogo mudaram, em média, a cada 18 meses. Quase todas as alterações foram feitas em véspera de ano eleitoral, informam Alexandra Martins e Marianna Holanda (O Estado de S. Paulo).

Lulécio 2018

Após briga para ver quem era mais sujo, PT e PSDB tentam abraço de afogados, segundo Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo).

Funaro e Temer

Delação de Funaro atinge Temer e seu núcleo, escreve Lauro Jardim (O Globo).

Distorção

Fundo bilionário confirma distorção da política, opina Míriam Leitão (O Globo). Merval Pereira considera que usar emendas em fundo partidário é ruim.

Aberrações
Reforma ultrajante - Os pontos da reforma política aprovados pela Câmara fazem parecer que objetivo da comissão é piorar ainda mais o sistema político, com alterações que são verdadeiras aberrações, opina O Estado de S. Paulo.

Oportunista

“Entre fundos e distritos” é o editorial da Folha de S. Paulo sobre reforma política oportunista, que soma distorções ao sistema, proposta por parlamentares com sede de reeleição.

Reforma política - Partidos nanicos ganham fôlego
Proposta em discussão na Câmara deve afrouxar a regra, criada pelo Senado, que limitava o número de partidos com acesso a tempo de TV nas eleições, escreve O Globo. Sem mudanças, dizem deputados, medida não será aprovada para 2018.

Por candidatura, Doria e Alckmin viajam pelo país
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, João Doria, têm rodado o país e planejam intensificar as viagens. Ambos disputam, ainda informalmente, a candidatura tucana à Presidência. Na Folha de S. Paulo, políticos ligados a eles dizem que a batalha silenciosa entre padrinho e cria está em aquecimento

Raquel Dodge e Rodrigo Janot têm algo em comum

Em 2013, Janot assumiu a Procuradoria e assinou uma portaria estendendo o auxílio-moradia aos procuradores que trabalhavam em Brasília. Em 2015, escreve Elio Gaspari (Folha de S. Paulo), Raquel Dodge, a futura procuradora-geral, vivia numa bonita casa na capital, com jardim muito bem cuidado, e recebia o mimo.

Odebrecht oculta fatos em delação, afirma advogado
Dinheiro no exterior teria sido omitido; empresa diz que entregou provas. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o advogado Rodrigo Tacla Durán afirma que a Odebrecht ocultou informações na delação premiada à Lava Jato. Não teriam sido entregues ao Ministério Público os dados integrais das transações financeiras no exterior. “O maior interesse dela [Odebrecht] é proteger a movimentação completa do dinheiro”, diz Durán, que trabalhou para a empresa. O advogado chegou a negociar uma delação premiada, mas não houve acordo. Ele vive hoje na Espanha. Segundo um procurador da Lava Jato, Durán contou mentiras e fugiu após ter sua colaboração recusada. A Odebrecht o aponta como responsável pela gestão de recursos ilícitos no exterior. Ele afirma, porém, que sua atuação era jurídica. “Queriam me imputar crimes que não cometi”, diz. Em nota, a empresa declarou ter segurança da solidez das informações e das provas apresentadas à Justiça, que viabilizaram acordos firmados no Brasil e em outros países.

Joesley na mira

PF, Ministério Público do DF, CVM e até mulher de empresário ameaçam acordo da JBS, escreve Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo).

Estado de São Paulo tem 1 roubo a cada 30 segundos
No primeiro semestre de 2017, uma pessoa foi vítima de crime patrimonial —furto, roubo e latrocínio— a cada 30 segundos no Estado de São Paulo. No total, foram 512.459 registros. O período teve a décima alta do índice desde 2002, escreve a Folha de S. Paulo. O governo Alckmin (PSDB) diz que essa é uma tendência nacional e que os dados indicam estabilidade.

Roubo de cargas sobe junto com aumento de camelôs
Crime já eleva preços nos mercados. Estado tem zonas de exclusão onde não há entregas. Ambulantes vendem até carne e iogurte. Sem repressão, camelôs se tornaram os principais receptadores de mercadorias roubadas nas estradas do Rio. Carnes congeladas, cereais e iogurtes, a preços muito abaixo dos de mercado, lotam barraquinhas da cidade. A concorrência desleal afeta em cheio o bolso do consumidor, que já paga até 20% a mais pelos produtos nos mercados. A venda nas ruas alimenta o roubo de cargas, um dos crimes que mais preocupam hoje, revelam Elenice Bottari e Rafael Galdo, em O Globo. Com mais de 28 roubos de carga por dia, estado tem áreas de exclusão onde entregas já não são feitas.

'Mortos em confronto não foram assassinatos'

Mais de 400 pessoas foram mortas pela PM de SP no ano, mas, segundo o comandante Nivaldo Restivo, bandidos morreram em só 15% das ações. Em entrevista a Marcelo Godoy (O Estado de S. Paulo), ele diz que quem pede o fim da corporação está mal informado e que é melhor receber o salário em dia que ter aumento.

Cenário anima estrangeiro a voltar a investir no Brasil
Investidores estrangeiros que abandonaram o País começam a regressar diante da melhora de indicadores econômicos e, sobretudo, do cenário internacional. No primeiro semestre, a presença deles quase dobrou nas operações de abertura de capital e emissões de ações na Bolsa de Valores, escreve O Estado de S. Paulo. O cenário político, no entanto, ainda é motivo de preocupação. Burocracia emperra patentes - Empresas vão ao exterior fazer registro de invenções – no Brasil, ele leva dez anos; nos EUA, 3.

Mudanças de rota
Para fugir da crise, empresários apostam em novos rumos, escreve O Globo. Loja de tecido vira pizzaria e fábrica de biscoito dá lugar a veleiro.

Empresas do país ainda têm poucas mulheres na chefia
O número de mulheres nas cúpulas das empresas brasileiras avança vagarosamente. Relatório da Deloitte mostra que a participação feminina em conselhos de administração de 64 companhias de médio e grande porte passou de 6,3% para 7,7% de 2015 a 2017, escreve a Folha de S. Paulo — muito aquém dos saltos de países desenvolvidos.

Compra e venda de milhas decolam
O segmento de compra e venda de milhas aéreas já movimenta mais de R$ 500 milhões por ano no Brasil. O Globo reporta que sites oferecem aos clientes, em média, R$ 200 a cada dez mil milhas.

Desnutrição se agrava em meio à crise venezuelana
Dados do Observatório Venezuelano de Saúde, independente do regime chavista, mostram que 30% da população come duas ou menos porções de 100 gramas por dia. Em 2016, 93% dos lares indicaram que tinham renda insuficiente para comer, segundo o grupo, escreve a Folha de S. Paulo. Nos últimos meses, a repressão a protestos cresceu no interior do país.