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Mais de uma Lisboa foi assassinada no Brasil em 15 anos

Juntos, os 28 países da União Europeia não tiveram tantos homicídios no período. Previdência: conta chegou. Homem da mala vira réu. Lula tem de ser cassado e preso, escreve Villa. Mourão e Bolsonaro. Homem fere 3 com bomba caseira no metrô de NY

<b>Reprodução</b> Assassinatos
Reprodução Assassinatos
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 12/12/2017

Pelos dados oficiais, Brasil registrou um homicídio a cada dez minutos no período entre 2001 e 2015; a violência cresceu em ritmo maior que o número de habitantes, e nem as guerras e os atentados pelo mundo fizeram tantas vítimas.

De 2001 a 2015, foram assassinadas no Brasil 786 mil pessoas, uma vez e meia a população de Lisboa (506 mil) e mais que os habitantes de Frankfurt (701 mil). Juntos, os 28 países da União Europeia não tiveram tantos homicídios no período, assim como não morreram tantas pessoas na guerra da Síria (331 mil) ou nos atentados terroristas do século XXI (238 mil). "É uma tragédia que já nos acompanha há bastante tempo'; lamenta Claudio Beato, especialista em Segurança Pública.
Ele aponta uma combinação de fatores para o país registrar um morto a cada dez minutos, em média: a ausência de políticas públicas voltadas à prevenção, a violência que sai das prisões com as facções do crime e a lentidão da Justiça. (O Globo)

Por Previdência, empresários vão até a casa de deputados

Representantes de diversos setores fazem corpo a corpo com parlamentares para convencê-los a aprovar texto da reforma; governo precisa de 308 votos. Empresários passaram a fazer corpo a corpo com deputados para convencê-los a aprovar a reforma da Previdência. Membros de diversos sindicatos da indústria da construção civil estão visitando parlamentares em casa para pedir voto. Outros setores também se mobilizam. Representantes das indústrias químicas e de máquinas e equipamentos vão hoje a Brasília. “Queremos falar com o maior número possível de parlamentares sobre a importância de aprovar a reforma”, diz Fernando Figueiredo, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

“A ideia é afastar do deputado o temor de que o trabalhador será prejudicado.” O Placar da Previdência, do Estado, aponta que 108 deputados estão indecisos em relação ao texto da reforma. Apenas 64 disseram que votarão sim. O governo precisa de 308 votos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu ser difícil votar o texto na próxima semana. - Negociação direta - Ministros da Integração Nacional, Saúde e Cidades negociam com deputados os votos pró-Previdência. O governo estuda a liberação de mais recursos. (O Estado de S. Paulo)

Conta chegou e não dá para adiar

A reforma da Previdência está atrasada em duas décadas e a conta desse adiamento chegou e é pesada, disseram os especialistas que participaram ontem do Fórum Estadão - Reforma da Previdência. Outro argumento destacado é o de que caso se espere mais para levar adiante a reforma o ajuste ficará ainda mais caro e penoso. (O Estado de S. Paulo)

Janela de oportunidade

Da aprovação da reforma da Previdência depende a saúde fiscal do País. Que tomemos Grécia e Portugal como exemplos a não serem seguidos. (O Estado de S. Paulo)

Planalto já admite votar Previdência no ano que vem

Com dificuldade para obter votos até a próxima semana, o Planalto avalia deixar a votação da reforma da Previdência para 2018. “Se não for para ser neste ano, que seja no próximo”, disse o ministro Dyogo Oliveira (Planejamento). O governo conta 270 votos a favor. Precisa de 308 para que o texto passe na Câmara. (Folha de S. Paulo)

Rocha Loures vira réu no caso da mala com R$ 500 mil

A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e transformou o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que também foi assessor do presidente Michel Temer, em réu no caso da mala de R$ 500 mil entregue por executivo da JBS. Gravado e filmado em negociações e ao receber a mala de dinheiro, Rocha Loures vai responder a processo por corrupção passiva. (O Estado de S. Paulo)

Dodge investiga vazamentos

A procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu à PF a abertura de 5 inquéritos para investigar vazamentos de delações. Ela estuda não dar andamento às delações vazadas. (O Globo)

Paes e Pedro Paulo ficam inelegíveis

O TRE condenou o ex-prefeito Eduardo Paes e o deputado Pedro Paulo por abuso de poder político e econômico. Os dois ficam inelegíveis por 8 anos. Cabe recurso ao TSE. (O Globo)

PT de São Paulo pode perder quase metade dos candidatos

Levantamento do PT estadual mostra que 99 filiados estão dispostos a concorrer a deputado federal ou estadual em 2018. Em 2014, a sigla teve 174 candidatos no Estado. A queda seria um reflexo das derrotas recentes - em 2016, o número de prefeitos eleitos pelo PT em São Paulo caiu de 72 para 11. A Lava Jato e o impeachment também pesaram nas desistências. (O Estado de S. Paulo)

Marca nenhuma

Qual a marca de 2017? Nenhuma. Neste ano aconteceu tudo, mas não resultou em nada, escreve Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo)

Candidato de Temer teria 40% do tempo de TV na campanha

Cálculo que daria vantagem contra PSDB, PT, Marina e Bolsonaro depende de aliança do PMDB com o ‘centrão’. O candidato apoiado por Michel Temer (PMDB) à Presidência em 2018 pode ter a maior fatia da propaganda eleitoral na TV e no rádio. Se siglas governistas médias como PP, PSD, PR, PTB e PRB (que formam o chamado “centrão”) não migrarem para outra coligação, o nome endossado pelo Planalto terá 39% do tempo total de exposição —quase 5 minutos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos. O PT e o PSDB terão, respectivamente, 13% e 10% se não formarem alianças. Provável candidato tucano, Geraldo Alckmin tenta manter boas relações com o PMDB e partidos ligados ao governo. Há dúvidas sobre a posição do DEM no pleito presidencial. Nesta semana, até oito deputados devem se filiar à sigla, o que tomaria a bancada a sexta maior da Câmara. O PSB seria o principal afetado com as saídas. Por estarem em legendas menores, Jair Bolsonaro (que deve se lançar pelo Patriota) e Marina Silva (Rede) terão aproximadamente 10 segundos sem outros apoios. A duração do horário segue o tamanho dos partidos da aliança. Nas últimas 7 eleições presidenciais, em 4 o vencedor foi quem teve o maior tempo, e em 2, o segundo maior. (Folha de S. Paulo)

Lula tem de ser cassado e preso.
Para Marco Antonio Villa, só isso pode impedir o esfacelamento da democracia brasileira, segundo O Antagonista. Leia um trecho de sua coluna em O Globo:
“Luiz Inácio Lula da Silva está novamente no primeiro plano da política brasileira. Mesmo condenado a nove anos e meio de prisão e sendo réu em seis ações penais — excluindo diversos inquéritos que podem ser recebidos pela Justiça —, hoje, ele é o principal ator do pleito presidencial de 2018. Representa o que há de pior na política nacional: o descompromisso com os destinos do Brasil, o oportunismo, a fala despolitizada, o caudilhismo, o trato da coisa pública como coisa privada. Resiste à ação da Justiça contando com o beneplácito da elite política, grande parte dela também envolvida com a corrupção que apresou o Estado brasileiro.
A condenação — ou condenações — de Lula e o cumprimento da pena em regime fechado não vai simbolizar somente a punição de um chefe — vá lá — partidário que exerceu por duas vezes a Presidência da República. Demonstrará mais, muito mais. Será o sinal de que ninguém está acima das leis, que qualquer mandão — local ou nacional — não poderá se abrigar sob o manto das nefastas relações políticas de Brasília. Isto pode explicar, por exemplo, a reiteração do PSDB de que pretende vencer Lula nas urnas, como se a cédula fosse superior à lei e a urna pudesse inocentar ou condenar um cidadão. Em outras palavras, a prisão do ex-presidente indica que qualquer líder político, inclusive do PSDB, poderá ser condenado e preso. Aí o espírito de corpo transcende as fronteiras partidárias: eles, os senhores do baraço e do cutelo, unem-se e rejeitam que um dos seus possa cumprir na cadeia a pena a que foi condenado (…).
A possível homologação da candidatura Lula pela Justiça Eleitoral representará o ápice da desmoralização das instituições. A partir daí, o país poderá entrar em um caminho sem volta. O imprevisível vai tomar conta do país. E nenhuma alternativa política poderá ser descartada.”

A prisão do general Mourão

O general Hamilton Mourão é cotado para ser vice de Jair Bolsonaro, diz Andreza Matais, segundo O Antagonista.
No sábado, o ministro Raul Jungmann e o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, “analisaram a possibilidade de prisão do militar”.
Mas acabaram desistindo “para não transformá-lo em vítima e candidato em 2018”. “A candidatura de Lula representará o ápice da desmoralização das instituições”.

Conservadorismo adia a retomada do crescimento

Na medida em que a economia brasileira se recupera, nos convencemos de que o país perdeu, por conservadorismo, pontos a mais do PIB do que seria necessário para retomar o crescimento. A economia precisa de atitudes ofensivas, muito além das reformas defensivas, escreve Benjamin Steinbrunch. (Folha de S. Paulo)

Caixa tenta obter R$ 15 bilhões do FGTS

A Caixa Econômica espera ser autorizada hoje pelo Senado a receber empréstimo de R$ 15 bi do FGTS. Com a verba, seria destravado o crédito imobiliário para a classe média. (O Globo)

Em crise, Rio prepara carnaval do ‘aperto’

Sem patrocínio de empresas e verbas públicas, escolas de samba do Rio preparam desfile em ritmo lento. No barracão da Mangueira, turno da noite será suspenso por economia de água e luz. (O Globo)

Angras 1 e 2 não têm verba para combustível. (O Estado de S. Paulo)

Airbus pagará R$ 30 milhões por queda de avião

A francesa Airbus, fabricante do avião da TAM que explodiu ao sair da pista de Congonhas, em 2007, matando 199 pessoas, vai pagar R$ 30 milhões de indenização a um grupo de 70 familiares de vítimas do voo JJ3054. (O Estado de S. Paulo)

De cada dez escolas da elite no Enem, só uma é pública

Levantamento da Folha com base nos resultados do Enem 2016 afirma que apenas uma de cada dez escolas no grupo das que têm as 10% maiores notas é pública. Das 8.314 escolas analisadas, 6.978 (84%) são públicas e 1.336, particulares. Criado para avaliar o ensino médio, o Enem é a porta de entrada para praticamente todas as universidades federais. Também é usado por instituições estaduais para selecionar alunos. (Folha de S. Paulo)

 

Homem fere 3 com bomba caseira no metrô de NY

O bengalês Akayed Ullah provocou uma explosão ao detonar uma bomba caseira amarrada ao corpo quando atravessava uma conexão subterrânea que leva ao metrô, perto da Times Square, ontem, em Nova York. Preso, ele disse às autoridades que se inspirou no Estado Islâmico. O homem não teria histórico criminal e vive legalmente nos EUA. (O Estado de S. Paulo)

Atentado falha e deixa 4 feridos

A explosão parcial de uma bomba por um bengalês feriu 4 em Nova York. Trump usou ataque para reforçar discurso contra imigrantes. (O Globo)

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MANCHETES DE JORNAIS DE SEGUNDA-FEIRA
11 de dezembro de 2017

O Globo

Aposentados e pensionistas já são 14,2% da população

Parcela dos beneficiários da Previdência disparou. Em 1992, eram 8,2%. Aposentadoria precoce agrava quadro fiscal e beneficia os mais ricos, mostra estudo do Ipea. O envelhecimento acelerado da população e as regras generosas da Previdência no país fizeram com que o número de brasileiros que recebem benefícios previdenciários disparasse. Eram 8,2% da população em 1992 e chegaram a 14,2% em 2015, segundo estudo do Ipea. No Estado do Rio, a parcela é ainda maior: 16,1%. E a aposentadoria precoce acentua a desigualdade de renda no país. Segundo a pesquisa, 79% da renda desses benefícios vão para os 30% mais ricos da população, informa GERALDA DOCA. Em Buenos Aires, o presidente Temer mostrou confiança na aprovação da reforma.

Crime e religião na mira do TRE-RJ

Eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, o desembargador Carlos Eduardo da Fonseca Passos comanda hoje reunião sobre segurança nas eleições de 2018. O TRE quer coibir a atuação do crime organizado, o abuso de poder religioso e a propagação de notícias falsas na internet.

O Estado de S. Paulo

Tucanos resistem a plano de Alckmin para Previdência

Bancada na Câmara rejeita ideia do novo presidente do PSDB de obrigar parlamentares a apoiar reforma. O governador Geraldo Alckmin (SP), novo presidente do PSDB, enfrenta resistências para cumprir seu primeiro desafio à frente do partido: obrigar deputados tucanos a votar pela reforma da Previdência – o que os políticos chamam de fechar questão em torno de um tema. Parte dos parlamentares rejeita uma possível imposição da Executiva nacional e qualquer possibilidade de punição em caso de voto contrário às mudanças nas regras da aposentadoria. Pré-candidato à Presidência em 2018, Alckmin defendeu essa proposta após a convenção do PSDB, sábado. O Placar da Previdência, do Estado, mostra que dos 46 deputados federais do PSDB, apenas sete disseram que votarão a favor da reforma – 12 são contrários, 11 estão indecisos e 16 não quiseram responder. “Fechar questão é medida extrema. Isso ainda não foi discutido”, disse Ricardo Tripoli (SP), líder do PSDB na Câmara. “Hoje não há consenso na bancada. Se for para expulsar deputado do partido, acho difícil fechar questão”, afirmou o senador Tasso Jereissati (CE).

Perillo pede mais verbas

Vice-presidente do PSDB, Marconi Perillo disse que o presidente Temer terá de liberar emendas para os deputados se quiser aprovar a reforma da Previdência.

'Os conflitos entre sócios na BRF foram superados'

Presidente do conselho e dono de 3,92% da BRF, dona da Sadia e da Perdigão, o empresário Abilio Diniz afirma que os conflitos e a crise na companhia foram superados. A empresa teve prejuízo por três semestres seguidos, houve divergências entre os sócios, debandada de executivos e um novo presidente foi contratado. Agora, segundo ele, “há outro clima”.

Mercosul e UE ficam sem acordo

A União Europeia frustrou a expectativa do Mercosul e não melhorou a proposta de acesso ao mercado europeu para carne e etanol. A decisão deve adiar a esperada assinatura do pré-acordo para a criação da área de livre comércio entre os dois blocos econômicos.
Jovem negra corre mais risco de morte

No Brasil, as jovens negras correm risco 2,2 vezes maior de serem mortas do que as jovens brancas, segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência. Das 26 unidades da Federação, apenas o Paraná fica de fora – no Rio Grande do Norte, o índice chega a 8,11.

Lula caçoa do País

Em visita ao Rio, a capacidade do chefão do PT de zombar dos brasileiros atingiu o ápice.

Folha de S. Paulo

Eletrobrás deverá ser privatizada na época da eleição

Afirmação é do presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, para quem a coincidência de eventos não afetará o negócio.

Uma das maiores operações do gênero na história do país, a privatização da Eletrobras vai ocorrer entre setembro e dezembro de 2018, diz Wilson Ferreira Júnior, presidente da estatal, em entrevista a Maria Cristina Frias. A coincidência com as eleições para presidente do Brasil não prejudicará a atratividade da emissão de ações, afirma. “Nem investidores estrangeiros nem brasileiros veem problema. Se tem uma oportunidade em um negócio de 30 anos, não tem nada a ver com eleição. Não tenho dúvida de que há interesse, porque são as últimas [usinas] no país.” A privatização encontra resistência na Câmara e no Senado, inclusive de membros da base do governo. “Se ela não ocorrer, vende-se usina a usina. A Eletrobrás ficaria com todos os custos e perderia a capacidade instalada de 14 mil megawatt-hora (MWh), uma Itaipu”, diz o presidente da estatal. O projeto de lei será encaminhado na semana que vem, afirma. “Essa é a agenda do ministro [Fernando Coelho Filho, das Minas e Energia].”

Ministros dão carona a lobistas e parentes em aviões da FAB

Pelo menos sete ministros do governo de Michel Temer usaram voos da FAB (Força Aérea Brasileira) para transportar parentes, amigos, empresários ou lobistas. Os aviões foram requisitados para cumprimento de agendas de trabalho, não raro em locais turísticos. Procurados pela reportagem, os ministros negaram irregularidades.

Celso Rocha de Barros

Discurso de Lula só serve para quem não quer ser eleito

Líder nas pesquisas de intenções de voto, Lula fala em tom adequado para quem acha que será impedido pela Justiça de disputar a Presidência. Mas e se puder concorrer? E se ganhar? Aí será um problema. O discurso atual da esquerda não lhe dá a menor chance de fazer um bom governo.

Brasileiro não tem paciência para poupar, mostra estudo

O brasileiro é imediatista e tem baixíssima tendência à poupança, mostram cálculos inéditos feitos a partir de levantamento do Datafolha. O resultado do país é menos da metade da média latino-americana, informa Ana Esteia de Sousa Pinto. A pesquisa mostra que 65% dos brasileiros não poupam. Mesmo entre os mais ricos, metade não faz reservas. Economistas sugerem “empurrão”.

Corte em faculdade afetou imagem da reforma trabalhista

A demissão de 1.200 professores pela Estácio de Sá, segunda maior instituição de ensino superior do país, prejudica a imagem da reforma trabalhista, mas não deve ser tendência no setor, diz Chaim Zaher, principal acionista individual da universidade até agosto. “O mercado financeiro quer resultado no curto prazo. Muitas vezes, isso fere um pouquinho a qualidade.”