Geral

Barbárie coletiva; fraudes, erros, e perdão

País registra dez casos de estupro coletivo a cada dia. Perdão tributário do governo pode custar R$ 78 bilhões. Previdência perde R$ 56 bilhões por ano com fraude e erros. Carne e BNDES, Até partido sem voto terá verba. Lula e a merda.

<b>Reprodução</b> Estupro coletivo aumenta no Brasil
Reprodução Estupro coletivo aumenta no Brasil
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 20/08/2017

Dados inéditos mostram que número mais do que dobrou em cinco anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registra em média dez casos de estupro coletivo por dia, informa Cláudia Collucci (Folha de S. Paulo). Em cinco anos, mais que dobrou o número de registros feitos por hospitais que atenderam vítimas. As notificações pularam de 1.570 em 2011 para 3.526 em 2016. Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas. Os dados são os primeiros a captar a evolução desse tipo de violência, que representa 15% dos casos de estupro atendidos por hospitais. Na polícia, não há diferenciação para o crime praticado por mais de um agressor. Os números da saúde representam só parte dos casos, já que a violência sexual ê historicamente subnotificada e 30% dos municípios ainda não fornecem dados. “As vezes, [as mulheres] nem falam em casa porque existe a cultura de culpá-las”, diz Daniel Cerqueira, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Para a socióloga Wânia Pasinato, o problema existe há muito tempo, mas só recentemente ganhou visibilidade. Em Castelo do Piauí (PI), dois anos após sofrer um estupro coletivo, jovem de 18 anos afirma que não sai mais sozinha.

Para subir favela no Rio - PMs dependem de aval do tráfico
Com a violência sem controle, PMs precisam de autorização do tráfico para entrar até em favelas com UPP. Eles também não podem usar celulares, revela Vera Araújo (O Globo).

Perdão tributário do governo pode custar R$ 78 bilhões
Antes de dar como inevitável a ampliação do rombo fiscal previsto até 2020, o governo Temer criou três programas de parcelamento de débitos tributários, conhecidos como Refis, que, juntos, têm o poder de perdoar R$ 78,1 bilhões em dívidas, segundo cálculos da Receita Federal. O valor corresponde à renúncia potencial de arrecadação com a redução de juros, multas e encargos das dívidas de empresas, Estados e municípios, informa Idiana Tomazelli (O Estado de S. Paulo). E pode ficar maior, já que dois dos programas – um de parcelamento para devedores do Funrural e outro voltado a empresas –, criados por medida provisória, ainda estão em tramitação no Congresso e podem ser alterados pelos parlamentares, aumentando os benefícios aos devedores. O terceiro programa é destinado a dívidas previdenciárias de Estados e municípios, mas o prazo de adesão já está encerrado.

Previdência perde R$ 56 bilhões por ano com fraude e erros
Um em cada dez benefícios é pago de forma indevida. Casamentos fictícios, certidões de nascimento tardias e atestados falsos são usados para desvios. Com base em dados do Ministério Público Federal, da PF e de ministérios, o TCU estima que um em cada dez benefícios da Previdência, incluindo aposentadorias, pensões e auxílios assistenciais, é fraudulento ou pago com erros, revela Gabriela Valente (O Globo). A despesa irregular pode chegar a R$ 56 bilhões por ano. Investigação da PF já encontrou uma criança de 8 anos recebendo auxílio-maternidade, um “viúvo” que inventou os casamentos e a morte de três esposas, além de uma cidade de Goiás com 1.200 certidões de nascimento tardias e fictícias.

Aumento de impostos
Para o presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica Marcos Lisboa, o aumento da meta fiscal não acabará com a necessidade de aumentar impostos, reporta O Estado de S. Paulo. “Demoramos demais para fazer as reformas”, afirma.

Carne leva 80% de verba externa do BNDES
Dos quase R$ 14,5 bilhões liberados pelo BNDES para a internacionalização de empresas desde 2005, 80%, ou R$ 11,7 bilhões, foram para frigoríficos, segundo O Estado de S. Paulo. A JBS levou mais da metade dos recursos.

Fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões é ‘desaforo’,diz Barroso
Crítico do atual modelo eleitoral e partidário brasileiro, o ministro do STF Luís Roberto Barroso considera “desaforo” a criação de fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido – o valor teria de ser de, no máximo, R$ 1 bilhão. Para ele, no O Estado de S. Paulo, a solução é o voto distrital misto para as eleições de 2022, mesmo que o País pague o “preço do distritão” para 2018 e 2020.

Até partido sem voto terá verba
A proposta do fundo público para financiar eleições, que prevê receita de R$ 3,6 bilhões, segundo O Globo, deve destinar, se aprovada, R$ 45 milhões para oito partidos que sequer têm representantes no Congresso.

Fórum discute reforma política
Estado promove segunda-feira, 21, o Fórum Estadão – A Reforma Política em Debate. O ministro Gilmar Mendes (STF e TSE), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), parlamentares e cientistas políticos participam.

 

Sucessor de Temer viverá 4 anos de déficit, diz economista
O economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira, diz à Folha de S. Paulo que o próximo presidente passará os quatro anos do mandato sem conseguir zerar o rombo nas contas públicas. Para ele, o Brasil deve sair da pior recessão de sua história com sequelas no emprego, investimento e crescimento.

‘Fogo amigo’ tenta barrar plano de Meirelles
Convencidos de que Henrique Meirelles trabalha para ser candidato ao Planalto em 2018, segundo O Estado de S. Paulo, interlocutores do presidente Michel Temer intensificaram a “fritura” do ministro da Fazenda.

Ministro dribla regra e volta para casa em avião da FAB
Alvo da Lava Jato e principal articulador das reformas governistas, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) tem usado aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) para viajar a Porto Alegre, seu reduto eleitoral e domicílio familiar. Regra de 2015 veta uso de avião da FAB para deslocamentos à cidade de origem, escreve a Folha de S. Paulo. O peemedebista, que alega motivo de segurança, teme ser hostilizado.

‘O PSDB errou’

Os tucanos erraram e erram mesmo, escreve Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo), mas “PSDB errou” é bordão para adversários.

Merda

“O país tem jeito, não nasceu para ser a merda que é”, afirma Lula, na Folha de S. Paulo.

Após ir às ruas, oposição frustra venezuelanos
Venezuelanos que foram às ruas contra Nicolás Maduro mostram decepção com a facilidade do governo para impor a Assembleia Constituinte e inviabilizar o Legislativo, relata Yan Boechat (Folha de S. Paulo). A disposição de opositores de disputar eleições regionais ele vou a frustração.