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Jeanne Moreau morre aos 89 anos. Sam Shepard morre aos 73.

Jeanne Moreau, uma das atrizes mais emblemáticas do cinema francês e musa da Nouvelle Vague, faleceu em Paris. Sam Shepard, ator e dramaturgo americano, morre aos 73 anos

<b>Reprodução</b> Jeanne Moreau
Reprodução Jeanne Moreau
<b>Reprodução</b> Jeanne Moreau
Reprodução Jeanne Moreau
<b>Reprodução</b> Jeanne Moreau
Reprodução Jeanne Moreau
<b>Reprodução</b> Jeanne Moreau
Reprodução Jeanne Moreau
<b>Reprodução</b> Shepard
Reprodução Shepard
Por AFP-EM.COM.BR - G1
Publicado em 01/08/2017

Moreau, que atuou em mais de 100 filmes ao longo de uma carreira de 65 anos, incluindo "Amantes", de Louis Malle, "Jules e Jim", de François Truffaut, e "O Diário de uma Camareira", de Luis Buñuel, foi encontrada morta em sua residência na capital francesa, informou seu agente, confirmando uma notícia da revista Closer.
De acordo com várias fontes, o corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira por uma pessoa que trabalhava na limpeza da casa.
"Se foi uma parte da lenda do cinema", afirmou o presidente francês Emmanuel Macron em um comunicado, no qual descreve Moreau como uma mulher "livre, rebelde e a serviço das causas nas quais acreditava".
A ministra da Cultura, Françoise Nyssen, completou: "Ela se foi, mas sua voz, sua genialidade, sua visão de mundo prevalecerão".
Seu talento, beleza fora do comum e voz profunda fascinaram grandes cineastas, como Joseph Losey ("Eva"), Wim Wenders ("Até o Fim do Mundo") e Orson Welles ("História Imortal"), que a descreveu como "a melhor atriz do mundo".
Ela também dirigiu dois filmes: "No Coração, a Chama" (1976) e "O Adolescente" (1979).
"Tenho dentro de mim uma espécie de energia que não controlo", explicou a artista, para quem o cinema "não era uma carreira, e sim uma vida".
"Para mim, o cinema nunca foi uma indústria. Não me importa meu valor na bilheteria", afirmou uma vez.
Moreau, que trabalhou até os 87 anos, pensava que com o tempo e o sucesso fazer seu trabalho estava se tornando cada vez mais difícil, sobretudo diante da "tentação, à qual não se deve ceder, de fazer qualquer coisa para agradar o público, ao invés de fazer aquilo com o que estamos profundamente de acordo".
- Ícone feminista -
Jeanne Moreau interpretou várias mulheres rebeldes, inconformadas e à margem da sociedade.
Em "Duas Almas em Suplício", de Peter Brook, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes em 1960, deu vida a uma mulher da burguesia insatisfeita, atormentada.
Protagonista de "Jules e Jim", de François Truffaut (1962), um dos filmes mais cultuados da Nouvelle Vague, encarnou uma mulher livre e moderna, enquanto em "A Noiva Estava de Preto" (1967) matou cinco homens por vingança a sangue frio.
Seu trabalho foi recompensado nas últimas décadas com prêmios importantes. Em 1998 recebeu um Oscar honorário pelo conjunto de sua carreira das mãos de Sharon Stone. Dez anos depois recebeu um "Super César", uma homenagem da Academia de Cinema francesa.
Jeanne Moreau começou sua carreira no teatro aos 19 anos. Desafiando os desejos de seu pai, dono de um restaurante, integrou a Comédie-Française e participou em 1947 no primeiro Festival de Avignon, ao qual retornou em diversas ocasiões, a última em 2010.
No teatro deu vida a textos de Jean Cocteau, Frank Wedekind ou Heiner Müller, sob a direção de grandes diretores (Brook, Vitez, Régy, Grüber).
Com sua voz inimitável, ela também se arriscou no mundo da música, com a interpretação de "Le Tourbillon", canção de "Jules e Jim", ou a canção do filme "India Song" de sua amiga Marguerite Duras.
Jeanne Moreau se casou duas vezes, a primeira em 1949 com o cineasta Jean-Louis Richard, com quem teve um filho Jérôme. O segundo matrimônio, com o diretor americano William Friedkin, durou dois anos.

Sam Shepard, ator e dramaturgo americano, morre aos 73 anos
Ele atuou em filmes como 'Falcão Negro em Perigo' (2001) e 'Os eleitos' (1983), pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante.
O ator e dramaturgo americano Sam Shepard morreu aos 73 anos. Ele sofria de esclerose lateral amiotrófica e morreu no domingo (30) em sua casa no Kentucky (EUA), cercado pela família, segundo um porta-voz. divulga o G1.
Samuel Shepard Rogers III nasceu em 5 de novembro de 1943 em Fort Sheridan, nos Estados Unidos. Fez sua carreira com destaque para o teatro, com mais de 40 peças escritas.
No cinema, esteve em filmes como "Falcão Negro em Perigo" (2001) e "Os eleitos" (1983), pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante.
Filme inédito e série na Netflix
Seu último trabalho de mais destaque foi como Robert Rayburn na série "Bloodline" (2015), da Netflix. Ele também deixa o filme "Never Here", um thriller ainda não lançado que foi exibido em junho no festival de Los Angeles.
Shepard também foi roteirista, autor de livros e diretor. Em 1979, recebeu o prêmio Pulitzer de Melhor Drama por seu trabalho em "Buried Child". Em 2009, foi celebrado como "Um mestre da dramaturgia americana", pela Laura Pels International Foundation for Theater Award.
Na Broadway, teve destaque em peças como "La MaMa" e "Caffe Cino". A filmografia como roteirista inclui filmes como "Paris, Texas" (1984) e "O espírito do silêncio" (1993)
O produtor Beau Willimon, que trabalhou com Shepard, lamentou a morte.